Adeus, telhados tradicionais: opção dos anos 60 é mais elegante e voltou com tudo nas construções de alto padrão em 2026, segundo arquitetos
Formato marcante ressurge em projetos contemporâneos ao combinar linhas modernas, iluminação natural e uma fachada que foge do convencional

Durante décadas, os telhados tradicionais com duas águas dominaram boa parte das construções residenciais. Além de conhecidos pelos profissionais, eles oferecem uma solução simples para conduzir a chuva e proteger a estrutura da casa.
No entanto, projetos contemporâneos começaram a recuperar desenhos que marcaram a arquitetura modernista do século passado. Em residências de alto padrão, a cobertura deixou de cumprir apenas uma função prática e passou a participar diretamente da aparência da fachada.
Entre as opções que voltaram a chamar atenção em 2026 está um formato associado às casas modernistas das décadas de 1950 e 1960. O desenho cria uma silhueta diferente e permite explorar grandes janelas, pé-direito elevado e maior integração entre interior e exterior.
- A psicologia afirma que pessoas que tomam banho todos os dias pela manhã têm estas características em comum
- Furo redendo no meio da cadeira de plástico: para que serve e por que é recomendado, segundo fabricantes
- A psicologia afirma: nunca ajude uma criança a fazer algo que ela consegue fazer sozinha, isso pode prejudicar o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida
Trata-se do telhado borboleta, também conhecido como telhado invertido. Ao contrário da cobertura convencional, as duas águas descem em direção ao centro da construção, formando uma espécie de “V”.
Por que o telhado borboleta voltou
O principal diferencial está no visual. Como as extremidades ficam mais altas, arquitetos conseguem criar fachadas marcantes e aproveitar melhor aberturas próximas ao teto para aumentar a entrada de iluminação natural.
Além disso, o desenho pode favorecer a ventilação e permitir grandes superfícies envidraçadas. Por isso, combina com casas de linhas retas, concreto aparente, madeira, pedra e outros elementos comuns na arquitetura contemporânea.
A parte central também concentra a água da chuva. Dessa forma, um projeto adequado pode direcionar o volume para sistemas de captação e reaproveitamento.
O formato não nasceu nos anos 60, mas ganhou grande projeção naquele período. Arquitetos ligados ao movimento modernista ajudaram a transformar a cobertura em uma das imagens mais reconhecidas das casas mid-century.

(Imagem: Architectural Digest)
Projeto exige cuidados especiais
Apesar das vantagens estéticas, o telhado borboleta exige planejamento. Como a água converge para uma calha central, dimensionamento incorreto, entupimentos ou falhas de impermeabilização podem causar infiltrações.
Por isso, estrutura, inclinação, calhas e pontos de escoamento precisam acompanhar o volume de chuva da região. A execução também deve contar com profissionais especializados.
Em 2026, projetos residenciais publicados no Brasil e no exterior mostram novas interpretações do formato. Assim, o telhado borboleta retorna não como uma simples reprodução dos anos 60, mas como uma solução arquitetônica adaptada às casas contemporâneas.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







