Carlos Rodríguez, veterinário a mais de 6 décadas: “A partir dos 7 anos de idade, um cachorro precisa continuar exercitando suas articulações”

Veterinário explica por que atividade física, controle do peso e cuidados diários ganham ainda mais importância com o avanço da idade

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Carlos Rodríguez, veterinário a mais de 6 décadas: "A partir dos 7 anos de idade, um cachorro precisa continuar exercitando suas articulações"
(Foto: Reprodução/Instagram – carlos_mascoteros)

Envelhecer não significa que o cachorro deve trocar os passeios e brincadeiras pelo repouso constante. Pelo contrário, manter o animal ativo pode ser decisivo para preservar a mobilidade e a qualidade de vida ao longo dos anos.

É o que defende o veterinário Carlos Rodríguez, que atua na área há mais de seis décadas. Para ele, os cuidados precisam mudar conforme a idade avança, mas o movimento continua sendo parte fundamental da rotina.

Exercício não deve parar

A partir dos 7 anos, o cachorro precisa continuar exercitando as articulações, ainda que a intensidade das atividades seja adaptada às condições físicas do animal.

Rodríguez alerta que reduzir progressivamente o movimento pode provocar perda de capacidade funcional. Mesmo diante de desconfortos nas articulações, a recomendação é evitar a inatividade completa e buscar exercícios compatíveis com cada caso.

Isso não significa exigir do pet o mesmo ritmo de quando era jovem. Passeios, brincadeiras e demais atividades devem levar em consideração idade, porte e eventuais limitações.

Peso também merece atenção

Outro ponto destacado pelo veterinário é o controle do peso. Uma forma simples de observar a condição corporal é apalpar a região das costelas.

Elas devem ser percebidas ao toque, mas sem ficar excessivamente aparentes. O excesso de peso aumenta a sobrecarga sobre as articulações e pode dificultar ainda mais a mobilidade na velhice.

Cuidados vão além dos passeios

Unhas, patas e alimentação também merecem atenção especial conforme o animal envelhece. Unhas muito compridas, por exemplo, podem alterar a forma de caminhar e favorecer desconfortos.

Nos dias quentes, Rodríguez ainda recomenda evitar passeios nos horários de maior temperatura e observar o calor do chão. Água fresca e alimentação adequada à fase de vida completam os cuidados para que o cachorro envelheça com mais conforto e disposição.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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