Não é Goiânia, nem Anápolis: a cidade mais inteligente do Centro-Oeste tem semáforos que se ajustam sozinhos, reconhecimento facial e inteligência artificial
Tecnologias já presentes mudam operações públicas, deslocamentos e monitoramento em diferentes áreas

Brasília foi apontada como a cidade mais inteligente do Centro-Oeste no Ranking Connected Smart Cities 2025, ficando à frente de Goiânia e Campo Grande.
O levantamento da Plataforma Connected Smart Cities, elaborado em parceria com a SPIn e a Scipopulis, analisou os municípios brasileiros por meio de 75 indicadores distribuídos em 13 áreas.
Na classificação regional, Goiânia ficou em segundo lugar, seguida por Campo Grande; Rio Verde apareceu em nono. A edição de 2025 ampliou a análise para os municípios brasileiros e passou a usar referências das normas ISO voltadas a cidades sustentáveis, inteligentes e resilientes.
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A liderança de Brasília está ligada principalmente à estrutura de governo digital, uso de dados e integração de serviços públicos.
O Portal de Dados Abertos do Distrito Federal reúne informações de áreas como saúde, transporte, educação, segurança e orçamento, permitindo que os dados sejam consultados e reutilizados.
Em 2026, o governo também instituiu o programa DF+Digital, criado para ampliar a digitalização dos serviços, melhorar a gestão com uso de dados e desenvolver soluções de mobilidade, saúde, educação e segurança com tecnologia.
Tecnologia nas ruas
A tecnologia também chegou ao trânsito. Brasília e o Distrito Federal utilizam sistemas de monitoramento capazes de acompanhar o fluxo de veículos e ajustar o funcionamento de semáforos.
Em determinados pontos, câmeras semafóricas identificam a quantidade de veículos, o tamanho das filas e outros dados do tráfego para alterar automaticamente os tempos de abertura e fechamento.
A estrutura de trânsito inteligente também é prevista na organização atual do sistema de controle viário do DF.
Segurança com inteligência artificial
Na segurança pública, a plataforma DF 360 reúne câmeras, leitura de placas e reconhecimento facial. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o sistema utiliza inteligência artificial para comparar imagens faciais com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e gerar alertas para as equipes de segurança.
Em 2026, o governo ampliou a plataforma com drones, câmeras e integração dos sistemas de atendimento 190 e 193.
Esse conjunto de soluções ajuda a explicar por que Brasília recebeu o destaque regional no ranking: o conceito de cidade inteligente não depende apenas de tecnologia, mas da capacidade de usar dados, infraestrutura e serviços integrados para melhorar a gestão urbana.
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