Derrotada para deputada estadual, Vivian Naves perdeu mais de 16 mil votos e resultado pode custar a Roberto o comando do Republicanos
Partido elegeu apenas um deputado estadual e uma federal, abaixo da meta anunciada pelo ex-prefeito; Ricardo Quirino, apoiado pela Universal, ficou de fora
A derrota de Vivian Naves (Republicanos) para deputada estadual pode ter um desdobramento ainda mais duro para o grupo do ex-prefeito de Anápolis Roberto Naves: a perda do comando estadual do partido.
Vivian recebeu 22.225 votos, contra 38.574 em 2022. A queda de 16.349 votos, ou 42,38%, impediu a reeleição. Mas o problema político de Roberto, presidente do Republicanos em Goiás, vai além do resultado da esposa.
A legenda somou 105.637 votos para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e 218.559 para a Câmara dos Deputados, incluindo votos nominais e de legenda. Conquistou apenas uma cadeira em cada Casa.
O resultado ficou distante da projeção apresentada pelo próprio Roberto antes da eleição: eleger ao menos três deputados estaduais e dois federais. A condução das chapas, portanto, oferece um argumento para questionar sua permanência à frente da sigla.
Derrota de Quirino pesa na avaliação
Na Câmara, a única eleita foi Marussa Boldrin, com 88.888 votos. A parlamentar já tinha mandato e chegou ao Republicanos após deixar o MDB.
Ficou de fora Ricardo Quirino, que recebeu 45.032 votos e era uma das principais apostas para ampliar a bancada federal. Sua candidatura tinha apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, cujas lideranças têm forte presença na estrutura nacional do Republicanos.
Esse é um ponto sensível para Roberto. A sigla preservou uma cadeira com uma deputada incorporada durante a janela partidária, mas não conseguiu levar ao Congresso o candidato apoiado pelo núcleo religioso ligado à direção do partido.
Na Alego, apenas Cardoso, com 30.397 votos, foi eleito. Vivian, que buscava continuar no Legislativo estadual, ficou como suplente.
Um novo revés após 2024
A derrota sucede o fracasso de Roberto na tentativa de fazer sua sucessão na Prefeitura de Anápolis. Em 2024, sua candidata, Eerizania Freitas (UB), recebeu 21.287 votos, ou 10,88%, e ficou fora do segundo turno.
Agora, o grupo perde também a perspectiva de manter o mandato de Vivian a partir de 2027. O comando estadual do Republicanos permanece como um dos principais espaços de articulação de Roberto.
Se a direção nacional decidir rever a presidência em Goiás, a perda desse posto poderá completar a sequência de reveses iniciada na eleição municipal. O desempenho abaixo da meta e a derrota de Quirino são os elementos que podem pesar nessa avaliação.
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