A psicologia afirma que pessoas que roem as unhas costumam ter um traço específico de personalidade
Comportamento aparentemente simples pode surgir com mais frequência em momentos de tensão, frustração ou dificuldade para lidar com a inatividade

Roer as unhas costuma ser associado apenas ao nervosismo ou à ansiedade. Entretanto, a psicologia aponta que esse comportamento também pode aparecer ligado a características mais específicas da personalidade e à maneira como algumas pessoas reagem ao tédio e à frustração.
Conhecido como onicofagia, o hábito faz parte de um grupo de comportamentos repetitivos focados no corpo. Nessa categoria também aparecem ações como puxar cabelos ou cutucar a pele, especialmente quando se tornam frequentes e difíceis de controlar.
Ainda assim, roer as unhas não permite definir sozinho a personalidade de alguém. Estudos indicam apenas uma associação entre determinados comportamentos repetitivos e formas específicas de lidar com emoções e estímulos.
Psicologia relaciona hábito ao perfeccionismo
Uma pesquisa publicada no Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry analisou pessoas com comportamentos repetitivos focados no corpo, incluindo quem roía as unhas. Os pesquisadores identificaram que o grupo apresentou características relacionadas ao perfeccionismo, principalmente diante de situações de frustração, tédio e dificuldade para permanecer sem atividade.
Nesse contexto, o perfeccionismo não significa simplesmente gostar de tudo organizado ou impecável. Em vez disso, pode envolver dificuldade para relaxar, necessidade constante de realizar tarefas e incômodo quando os objetivos não são atingidos no ritmo esperado.
Por isso, momentos de espera ou pouca estimulação podem favorecer o impulso de levar as mãos à boca. Dessa forma, roer as unhas pode funcionar como uma resposta automática que mantém o corpo ocupado diante de determinadas emoções.
Ansiedade não explica todos os casos
Embora ansiedade e tensão possam aparecer junto ao comportamento, elas não são as únicas explicações possíveis. Pesquisas mais recentes mostram que os comportamentos repetitivos focados no corpo formam um grupo amplo, com diferentes intensidades e fatores associados.
Além disso, apresentar onicofagia não significa necessariamente ter um transtorno psicológico. A avaliação clínica leva em conta fatores como frequência, dificuldade para interromper o comportamento e prejuízos provocados na rotina.
Quando o hábito provoca ferimentos, sofrimento ou se torna difícil de controlar, procurar um psicólogo ou outro profissional de saúde pode ajudar a identificar os gatilhos e as estratégias mais adequadas para lidar com o comportamento.
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