Mulheres são maioria da população de Goiás, mas representam só 38% dos candidatos na disputa eleitoral
Levantamento feito pelo Portal 6 mostra também recortes por declaração racial e nível de escolaridade

As mulheres são maioria entre os moradores de Goiás, mas aparecem em proporção menor entre os candidatos que disputam vagas de deputado estadual, federal, senador e governador nas eleições de 2026.
Os dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que 50,9% da população goiana é formada por mulheres, com 3.589.260 milhões de habitantes do gênero feminino até o fim do levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Contudo, elas representam apenas 38,09% das candidaturas para os cargos proporcionais e majoritários, contra 61,91% de homens.
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Conforme o quantitativo divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) conta com 588 candidaturas. Desse total, 225 são de mulheres (38,3%), enquanto os homens somam 363 (61,7%).
A diferença também aparece na disputa pela Câmara dos Deputados, embora seja um pouco menor. Entre as 257 candidaturas registradas para deputado federal, 105 são de mulheres (40,9%), e 152 são de homens (59,1%).
Para o Senado Federal, são 11 candidaturas. Destas, apenas três são de mulheres (27%), a saber: Cintia Dias (PSOL), Gracinha Caiado (UB) e Isaura Lemos (PSB).
Os demais candidatos são Ernesto Roller (PSDB), Guilherme Darques (UP), Gustavo Mendanha (PRD), Gustavo Gayer (PL), Iure Castro (Cidadania), Oséias Varão (PL), Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB).
Já no pleito pelo Governo do Estado, são cinco homens candidatos e apenas uma mulher: Luciana Amorim (UP). Os outros candidatos são Daniel Vilela (MDB), Danilo Pinheiro (PCO), Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL).
Outros recortes
A composição racial das candidaturas também apresenta diferenças entre as disputas em Goiás. Entre os 890 candidatos registrados, 46,97 % se declaram brancos; 42,02 % pardos; 10,11% pretos; 0,56% amarelos; e 0,34% indígenas.
Quando analisado o grau de escolaridade dos candidatos, o ensino superior completo é o nível mais frequente, com 54,72%. Os que não completaram a graduação são 10,45 %.
Já os que possuem ensino médio completo representam 22,81% dos candidatos, enquanto 5,73% dos registrados não terminaram o nível de ensino.
Os que possuem apenas o ensino fundamental completo são 2,36%, enquanto 3,48 % declararam não terem concluído esta etapa de aprendizado.
Por fim, quatro candidatos confirmaram que somente sabem ler e escrever, totalizando 0,45 % das candidaturas.
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