Márcio Corrêa questiona processo de expulsão do PL e cobra coerência de Wilder Morais
Em meio às divergências, prefeito reafirma apoio a Flávio Bolsonaro, Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo nas eleições de 2026

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), publicou um vídeo nesta quinta-feira (27) no qual se manifesta sobre a representação disciplinar recebida pela comissão executiva do Partido Liberal em Goiás contra ele, e que pode culminar na expulsão do partido.
O posicionamento ocorre em meio aos questionamentos feitos pelo senador e candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais (PL), sobre possível quebra de fidelidade partidária dentro da legenda.
No vídeo, Márcio defende a coerência das ações como prefeito e relembrou os compromissos com as lideranças de direita. Ele destacou que defende a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, de Gustavo Gayer ao Senado e de Major Vitor Hugo à Câmara dos Deputados.
“Meu candidato à Presidência, é o próximo presidente, Flávio Bolsonaro, já manifestei isso várias vezes. O meu candidato ao Senado é a maior liderança de direita do estado, Gustavo Gayer. O meu candidato a deputado federal, é o Major Vitor Hugo. Mas também aqueles que me apoiaram para conseguir a vitória no processo de 2024”, disse.
O prefeito também questionou a legitimidade das acusações de infidelidade partidária promovidas pela liderança do partido.
“Muitas vezes o presidente que tem provocado essas manifestações. Hoje mesmo ele disse que que lamenta muito esse processo acontecer, mas quem fez a denúncia foi seu assessor”, apontou o prefeito.
Posicionamentos de Wilder
Ao longo da manifestação, Márcio criticou o histórico de votações e posicionamentos de Wilder Morais dentro do Congresso Nacional. Ele relembrou momentos em que o parlamentar se ausentou de votações cruciais e, até mesmo, votações alinhadas ao governo federal.
“Onde estava a fidelidade do senador quando ele fugiu da votação contra o Messias [indicado de Lula ao STF]? E muitos já sabem os motivos. Onde estava a fidelidade do senador quando a maioria da sua votação, se pegar o ano 2023 e 2024, votou junto com o governo Lula?”, questionou.
O gestor municipal destacou que a decisão de apoiar o atual governo visa a uma pacificação da direita no estado de Goiás para garantir projetos maiores.
Segundo ele, o atual governador o apoiou na eleição de 2024 e resolveu problemas crônicos de Anápolis em poucos meses de mandato.
Ainda no vídeo, Márcio defende que se o critério de expulsão por infidelidade for aplicado rigidamente, a medida deveria atingir outros membros da sigla. “Se for me expulsar por infidelidade partidária, tem que começar pelo presidente”, declarou o prefeito de Anápolis.
Ele concluiu afirmando que o interesse da população está acima de siglas partidárias e que ser de direita deve se refletir em ações práticas, não apenas em discursos.
Apoio de Gayer
Ainda na manhã desta quinta-feira (27), o deputado federal e candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL) saiu em defesa do prefeito, momento em que questionou a abertura do processo que pode resultar na expulsão do gestor da legenda.
Em nota enviada ao Portal 6, Gayer argumentou que Márcio não é o único prefeito do PL a divergir das candidaturas do próprio partido em Goiás.
Segundo ele, há gestores que não apoiam nem Wilder Morais para o Governo nem sua candidatura ao Senado e, ainda assim, isso não deveria ser motivo para expulsão.
“Há outros prefeitos que também não apoiam o Wilder e a mim, mas nem por isso quero expulsar ninguém”, afirmou.
O parlamentar também ressaltou que, apesar da decisão de Márcio de apoiar Daniel Vilela (MDB) para o Governo de Goiás, o prefeito continua alinhado a candidaturas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu não acho que esse é o momento certo para expulsar o prefeito mais bem avaliado de Goiás e o terceiro do Brasil. Márcio apoia Flávio Bolsonaro, apoia o candidato ao Senado escolhido por Bolsonaro e apoia o candidato a federal que é amigo do Bolsonaro”, declarou.
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