Quando empresas tradicionais começam a pedir socorro, a economia merece atenção
Recuperação judicial não significa necessariamente falência, mas milhares de empresas recorrendo a esse mecanismo são um sinal que não pode ser ignorado

Esta semana, o Habib’s entrou em recuperação judicial por causa de dívidas. O grupo atribuiu as dificuldades a uma combinação de fatores, entre eles mudanças nos hábitos de consumo e o cenário de juros elevados. Não é um caso isolado. Teve Casas Bahia, Bombril… O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, o maior número da série histórica.
É evidente que essa situação não nasceu em 2026. Há muitos fatores como dívidas e erros de gestão. Mas não podemos ignorar o ambiente atual. Crédito caro e juros elevados dificultam a renegociação das dívidas e pressionam o caixa. Entre 2023 e 2026, as recuperações judiciais de microempresas cresceram 133%, enquanto entre as pequenas o aumento foi de 69%.
Essa realidade também merece atenção em Anápolis, uma cidade movida pelo empreendedorismo e pela geração de empregos. Neste mês de Agosto, aprovamos na Câmara Municipal uma iniciativa voltada à Educação Financeira e ao Empreendedorismo, porque preparar as pessoas para administrar recursos, compreender riscos e tomar melhores decisões também é uma forma de prevenção.
Recuperação judicial não significa necessariamente falência, mas milhares de empresas recorrendo a esse mecanismo são um sinal que não pode ser ignorado.
O Brasil precisa de juros sustentáveis, crédito acessível, responsabilidade fiscal e um ambiente que estimule quem produz. Uma economia forte não se mede apenas pelo crescimento das grandes empresas, mas pela capacidade de o pequeno empreendedor sobreviver, crescer e transformar seu trabalho em emprego e oportunidade.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








