Quanto custa deixar o ar-condicionado ligado 8 horas por noite durante um mês em 2026, segundo concessionárias
O hábito de dormir com o aparelho ligado pode pesar na conta de luz, mas o valor final depende de alguns detalhes do equipamento

Deixar o ar-condicionado ligado 8 horas por noite durante um mês pode representar uma diferença considerável na conta de energia. O valor, porém, muda conforme o aparelho e a tarifa cobrada pela concessionária.
O consumo depende principalmente da potência do equipamento, da tecnologia utilizada e da temperatura escolhida. Além disso, o tamanho do ambiente e o isolamento térmico também interferem no funcionamento do compressor.
Por isso, dois aparelhos com a mesma capacidade em BTUs podem apresentar gastos diferentes.
Quanto um ar-condicionado de 9.000 BTUs pode gastar?
Um aparelho de 9.000 BTUs pode consumir aproximadamente entre 0,8 kWh e 1,1 kWh por hora, dependendo do modelo e das condições de uso. Uma referência de 0,9 kWh por hora permite fazer uma estimativa simples.
Ligado durante oito horas por noite, o equipamento consumiria cerca de 7,2 kWh por dia.
Em 30 dias, isso representa aproximadamente 216 kWh.
Considerando uma tarifa de R$ 1 por kWh, o gasto chegaria a cerca de R$ 216 por mês apenas com o aparelho.
Esse valor serve como referência. A conta real pode ficar acima ou abaixo disso, pois cada concessionária possui sua própria tarifa e a fatura também inclui encargos, tributos e outros componentes.
E um aparelho de 12.000 BTUs?
O consumo aumenta quando o equipamento possui maior capacidade.
Em uma estimativa de 1,2 kWh por hora, um aparelho de 12.000 BTUs consumiria aproximadamente 9,6 kWh em oito horas.
Ao repetir esse uso durante 30 noites, o consumo chegaria a 288 kWh no mês.
Com uma referência de R$ 1 por kWh, isso representaria aproximadamente R$ 288.
Mais uma vez, o número serve apenas como estimativa. O consumo efetivo pode mudar bastante durante a noite, principalmente nos modelos inverter, que ajustam o funcionamento do compressor conforme a necessidade de refrigeração.
A tarifa da concessionária muda o resultado
Não existe um único preço de energia válido para todo o Brasil.
A própria ANEEL mantém informações sobre as tarifas aplicadas pelas distribuidoras. Em agosto de 2026, por exemplo, havia uma diferença expressiva entre as tarifas residenciais homologadas de diferentes distribuidoras.
A tarifa residencial da Enel São Paulo, por exemplo, passou a ter novos valores a partir de 4 de julho de 2026. A estrutura considera parcelas de uso do sistema e de energia.
Além disso, a bandeira tarifária também pode alterar o valor pago pelo consumidor. Em setembro de 2026, a bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Por isso, o valor que aparece na conta pode ser maior do que uma simples multiplicação entre consumo e tarifa.
Como gastar menos usando o ar-condicionado
Alguns hábitos ajudam a reduzir o consumo sem precisar abandonar o aparelho durante a noite.
Manter portas e janelas fechadas evita a entrada constante de ar quente. Também vale limpar os filtros regularmente e evitar temperaturas muito baixas.
A função sleep, quando disponível, pode ajudar durante a madrugada. O modo ajusta gradualmente o funcionamento do aparelho e pode reduzir o consumo.
Outra alternativa é programar o timer. Assim, o equipamento não precisa permanecer ligado durante toda a noite quando isso não for necessário.
Os modelos com tecnologia inverter também podem oferecer maior eficiência em usos prolongados. Eles ajustam a velocidade do compressor em vez de simplesmente ligar e desligar o sistema repetidamente.
No fim, o gasto de oito horas por noite depende menos de uma fórmula única e mais da combinação entre aparelho, temperatura, ambiente e tarifa da concessionária.
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