Sonho “profético” em momento de dificuldade levou empresário a construir negócio bilionário que virou a maior fábrica de picolés da América Latina
Depois de enfrentar dificuldades financeiras, Pedro Reis comprou a Eskimó e transformou a empresa em uma rede com 2,2 mil lojas espalhadas pelo Brasil

Uma fase difícil nos negócios acabou antecedendo a criação de uma das maiores empresas do setor de sorvetes no Brasil.
O empresário Pedro Reis, fundador da Eskimó Sorvetes, enfrentava dificuldades financeiras depois da falência da loja de roupas de sua primeira filha quando teve um sonho que considerou “profético”.
Segundo ele, no sonho apareceu a organização interna do empreendimento que viria a comandar depois.
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Empresa começou apenas como fábrica
Na época, a Eskimó produzia sorvetes e abastecia pontos de venda da região.
A empresa ainda não tinha a estrutura de lojas próprias que hoje marca sua presença pelo país.
Durante muitos anos, o negócio ficou concentrado principalmente na fabricação e distribuição dos produtos.
A mudança mais importante viria décadas depois.
Primeira loja surgiu em 2008
A primeira unidade própria foi aberta em 2008.
O começo, porém, não foi fácil.
Segundo Pedro Reis, os dois primeiros meses tiveram baixa procura e chegaram a colocar em dúvida a continuidade da loja.
Foi então que surgiu uma estratégia diferente para atrair consumidores.
Picolés gratuitos ajudaram a impulsionar o negócio
O empresário chamou a filha e pediu que ela reunisse cerca de 10 amigos com carros.
O grupo passou a distribuir picolés gratuitamente para as pessoas.
Junto com cada produto, também entregava um catálogo com os itens vendidos pela empresa.
A ação trouxe resultado.
Pouco tempo depois, a Eskimó começou a expandir a presença no varejo e terminou aquele ano com mais de 10 lojas.
Negócio virou empreendimento bilionário
Desde então, a empresa acelerou o crescimento.
Em 2026, a Eskimó Sorvetes reúne cerca de 2,2 mil lojas espalhadas pelo Brasil e é apontada como a maior fabricante de picolés da América Latina.
Além disso, a companhia adotou um modelo de industrialização vertical.
Na prática, isso permite controlar diferentes etapas da produção e da logística, reduzindo a dependência de terceiros na distribuição.
Expansão ainda não terminou
Mesmo depois de alcançar milhares de unidades, a empresa pretende continuar crescendo.
A projeção para 2027 é chegar a 3,5 mil lojas no país.
Para isso, a Eskimó prevê um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão e a abertura de mais 1,3 mil unidades.
Assim, uma empresa comprada em um período de dificuldade financeira acabou se transformando em um dos maiores negócios do setor no país.
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