Cientistas “revivem” levedura encontrada em múmia e usam microrganismo antigo para fazer pão artesanal
Um microrganismo preservado por milhares de anos surpreendeu pesquisadores ao voltar a crescer e participar da produção de um pão de fermentação natural

Uma levedura encontrada em uma múmia de mais de 5 mil anos voltou a crescer em laboratório e acabou sendo usada por pesquisadores para produzir pão artesanal. O material veio de Ötzi, conhecido como o Homem do Gelo, cujo corpo permaneceu preservado nas geleiras dos Alpes.
Uma levedura encontrada em uma múmia de mais de 5 mil anos voltou a crescer em laboratório e foi usada para produzir pão artesanal. O material estava associado a Ötzi, o famoso Homem do Gelo encontrado nos Alpes.
Ötzi morreu há cerca de 5.300 anos e seu corpo permaneceu preservado pelo gelo. Agora, pesquisadores conseguiram cultivar quatro tipos de levedura encontrados em amostras da múmia.
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Entre os microrganismos identificados estavam espécies dos gêneros Glaciozyma, Mrakia, Phenoliferia e Goffeauzyma. Segundo o estudo, elas apresentam características associadas à adaptação a ambientes frios.

(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)
Do gelo para o pão
Depois de cultivar as leveduras, os cientistas utilizaram algumas das cepas em uma receita de pão de fermentação natural.
O resultado mostrou que os microrganismos ainda tinham atividade suficiente para participar da fermentação. Assim, uma descoberta arqueológica acabou ganhando uma aplicação bastante inusitada.
Apesar do resultado, os pesquisadores ainda investigam como essas leveduras chegaram até a múmia e como conseguiram permanecer preservadas por tanto tempo.
A descoberta, portanto, vai além do pão. Ela também ajuda a estudar a capacidade de microrganismos de sobreviver em condições extremas e revela mais uma camada do que o corpo de Ötzi conseguiu preservar durante milhares de anos.

(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)
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