Aos 51 anos, Angelina Jolie é dona de 39 hectares de floresta no Camboja, transformou área de caça em reserva e criou fundação que protege mais de 60 mil hectares

No sudeste asiático, Angelina Jolie mantém uma propriedade e por meio da Fundação Maddox, apoia ações de conservação, saúde e educação

Angelina de Paula Angelina de Paula -
Aos 51 anos, Angelina Jolie é dona de 39 hectares de floresta no Camboja, transformou área de caça em reserva e criou fundação que protege mais de 60 mil hectares
(Foto: Reprodução)

A relação da atriz e ativista norte-americana, Angelina Jolie, com o Camboja começou nos anos 2000.

Enquanto gravava o filme “Lara Croft: Tomb Raider”, e ganhou uma dimensão ainda mais pessoal após a adoção de seu filho Maddox Jolie, em 2002.

Anos depois, a atriz passou a investir também na conservação ambiental e no desenvolvimento de comunidades rurais do país.

Em 2003, Jolie criou a “Maddox Foundation”, inicialmente voltada à recuperação de áreas afetadas pela guerra.

A partir de 2006, a entidade ampliou sua atuação para a conservação florestal na região de Samlaut, no noroeste cambojano.

(Foto: Divulgação)

Uma floresta sob monitoramento

Angelina Jolie possui uma propriedade de cerca de 39 hectares próxima à região de Samlaut, perto da fronteira com a Tailândia.

A área protegida, no entanto, é maior: o Samlaut Multiple Use Area.

Ela ocupa 60.994 hectares entre as províncias de Battambang, quarta maior cidade da Camboja, e Pailin, ao oeste do país.

A fundação atua no território em parceria com comunidades locais e as autoridades.

O trabalho inclui patrulhamento contra caça, extração ilegal de madeira, reflorestamento e monitoramento da fauna.

O levantamento de biodiversidade realizado pela Fauna & Flora registrou mais de 140 espécies de aves e 30 espécies de mamíferos na região, que também abriga elefantes asiáticos.

Conservação ligada à comunidade

A atuação da fundação também alcança saúde, educação e geração de renda.

Segundo a própria organização, mais de 10 mil pessoas são atendidas anualmente por serviços de saúde apoiados pelos projetos.

Enquanto as iniciativas de agricultura sustentável e apicultura buscam criar alternativas econômicas para os moradores locais.

A equipe é formada por profissionais cambojanos, incluindo agentes que atuam no patrulhamento da floresta.

O projeto, portanto, combina conservação ambiental com iniciativas voltadas à população que vive no entorno de Samlaut.

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