Jovem é presa suspeita de usar inteligência artificial para perseguir ex-namorado e família em Goiás
Suspeita, de 18 anos, fazia ataques por meio de perfis falsos e teria chegado a manipular voz de uma das vítimas para simular que ela oferecia serviços de prostituição

Uma jovem de 18 anos foi presa preventivamente em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, suspeita de perseguir o ex-namorado e pessoas próximas a ele por meio de perfis falsos nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, até inteligência artificial teria sido utilizada para manipular a voz de uma das vítimas durante os ataques.
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Luziânia. De acordo com a corporação, as ações teriam começado depois do fim de um relacionamento.
A jovem é investigada por supostamente criar repetidas contas falsas no TikTok, Instagram e Facebook para atingir o ex-namorado, a atual companheira dele, parentes e até crianças da família.
Entre os conteúdos identificados durante a investigação estariam montagens consideradas ofensivas, ameaças e outras formas de intimidação.
Em um dos casos, conforme a Polícia Civil, uma ferramenta de inteligência artificial teria sido empregada para adulterar um áudio e simular que uma das vítimas oferecia serviços de prostituição.
As investidas também teriam ultrapassado o ambiente virtual. A corporação afirma ter identificado episódios de perseguição presencial e o envio de mensagens com acusações contra as vítimas para os locais onde elas trabalhavam.
Segundo a PC, a situação chegou a provocar demissões e o encerramento de atividades profissionais de pessoas atingidas pelos ataques.
Medidas anteriores não teriam impedido ataques
A investigação já havia levado ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra a jovem em agosto. Na ocasião, a Justiça também impôs medidas cautelares que a proibiam de criar novos perfis e de entrar em contato com as vítimas.
A Polícia Civil afirma, porém, que análises de dados e informações obtidas junto a plataformas e operadoras de telefonia indicaram que as determinações não teriam sido respeitadas.
Mesmo após as restrições, a investigada teria adquirido uma nova linha telefônica e cadastrado outra conta para voltar a criar perfis falsos e publicar conteúdos ofensivos, inclusive envolvendo crianças.
Diante da suspeita de descumprimento reiterado das determinações judiciais, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça e cumprida em Luziânia.
A jovem é investigada por crimes que incluem perseguição, violência psicológica contra a mulher, difamação, injúria, ameaça e falsa identidade. A apuração também envolve possíveis infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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