Os sobrenomes de origem nobre que indicam que sua família já teve muita riqueza no passado
Alguns sobrenomes comuns no Brasil estão ligados a reis, fidalgos e colonizadores, veja a origem de cinco deles e seus significados

Um deles batizou a dinastia que governou o Brasil. Outro foi citado por Dante na “Divina Comédia”. E um terceiro foi criado depois de uma batalha contra os franceses no Maranhão.
Alguns dos mais comuns no Brasil nasceram de origem que você nem imaginava, e cada um carrega séculos de história.
Conheça a origem de cinco sobrenomes de linhagem grande.
1. Bragança
É o nome da casa que reinou em Portugal de 1640 a 1910. Também deu os monarcas do Império do Brasil.
A linhagem começou com Dom Afonso, filho de Dom João I e primeiro duque de Bragança.
Hoje, os descendentes da família imperial brasileira usam Orléans e Bragança.
2. Sousa
É uma das linhagens mais antigas de Portugal. O nome vem das Terras de Sousa, às margens do rio de mesmo nome, afluente do Douro.
No Brasil, ficou marcado por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral da colônia.
3. Albuquerque
Vem de Alburquerque, vila espanhola perto da fronteira com Portugal.
O nome pode derivar do latim “alba quercus”, ou “carvalho branco”.
Em Pernambuco, o fidalgo Jerônimo de Albuquerque ficou conhecido como “Adão Pernambucano” por espalhar o sobrenome pelo país.
4. Cavalcanti
Tem origem em Florença, na Itália. Um Cavalcante Cavalcanti chega a aparecer no “Inferno”, de Dante.
O nome chegou ao Brasil com Filippo Cavalcanti, que se casou com uma filha de Jerônimo de Albuquerque. Daí surgiu o tradicional Cavalcanti de Albuquerque.
5. Maranhão
É um raro sobrenome criado no Brasil. Jerônimo de Albuquerque, filho do “Adão Pernambucano”, acrescentou “Maranhão” ao próprio nome em 1614, após vencer os franceses na batalha de Guaxenduba.
O nome foi reconhecido pelo rei e passou aos descendentes.
Ter um desses sobrenomes, porém, não significa descender dessas famílias.
Como curiosidade, segundo a historiadora Rosana Coelho de Alvarenga e Melo, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), escravizados recebiam sobrenomes dos senhores.
Após a abolição, muitos adotaram nomes de ex-donos.
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