“Aconteceu um absurdo dentro da sala”, denunciam candidatos que fizeram vestibular da UFG
Estudantes afirmaram terem se desestabilizado nos minutos finais do exame e disseram que alguns começaram a chorar

O vestibular realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) neste domingo (27) virou alvo de reclamações depois que três candidatos denunciaram ter tido o tempo marcado de forma errada em uma sala em Goiânia.
O estudante Vinicius Borges (@mentorviniciusborges) publicou um vídeo nas redes sociais em que relata ter prestado o exame na Unifasam e diz que “aconteceu um absurdo dentro de sala”.
Ele explica que, ao entrar, o fiscal de prova orientou que não era permitido que os candidatos marcassem o horário, seja por meio de celulares ou relógios (o que já está previsto em edital).
Em seguida, explicou como funcionaria: o responsável pela aplicação marcaria o passar do tempo no quadro, indicando a cada 30 minutos. Isso teria acontecido normalmente no início, mas Vinicius alega que o problema se deu quando o fiscal disse faltar meia hora para a conclusão do exame.
“Dois minutos depois, falou que estava errado e faltavam só dez minutos. O pessoal que estava passando a redação a limpo, que estava com o gabarito sem fazer, ficou completamente prejudicado. Um monte de gente ficou chorando na sala porque não ia dar tempo de terminar a prova”, afirmou.
Vinicius detalha que, depois de um tempo, os candidatos foram informados de que teriam minutos adicionais para retomar a prova. Mesmo assim, as outras duas estudantes que aparecem no vídeo defendem que já estavam desestabilizadas.
Uma das mulheres alega que o fiscal de sala chegou a dizer que o imprevisto “não faria diferença” para ele. Para os candidatos, ela descreveu que o vestibular “é um sonho, que às vezes a gente deixa de conquistar porque se desestabiliza, em uma ansiedade, ficamos nervosas”.
A outra jovem compartilha que precisou concluir a redação às pressas enquanto os responsáveis debatiam se seria possível o tempo adicional, “para não correr o risco de perder pontos” pelo texto incompleto.
Posicionamento
Diante das acusações, o Portal 6 procurou a UFG, questionando se a universidade recebeu denúncias formais dos relatos narrados no vídeo, se houve outros problemas registrados, e se existe a possibilidade de reaplicação ou cancelamento do exame aos candidatos afetados.
Não houve retorno até o fechamento desta reportagem, mas o espaço segue aberto.
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