Anvisa notifica Mercado Livre após plataforma anunciar venda de medicamentos que precisam de receita
O anúncio de uma nova modalidade de venda de medicamentos pela internet colocou o Mercado Livre no centro de um questionamento da Anvisa

Comprar medicamentos pela internet pode parecer tão simples quanto pedir qualquer outro produto.
Mas, quando o remédio exige receita, entram em cena regras específicas de venda, armazenamento e conferência da prescrição.
Foi justamente por isso que o Mercado Livre entrou no radar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) depois de anunciar a comercialização de medicamentos sujeitos a prescrição.
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O que a Anvisa quer saber
A agência notificou a empresa em 28 de setembro e pediu informações sobre quem será responsável pela operação farmacêutica.
Entre os pontos solicitados estão autorização de funcionamento, alvará sanitário, identificação do farmacêutico responsável e a forma como as receitas serão conferidas.
A Anvisa também quer saber como será feito o armazenamento e o transporte dos medicamentos.
A venda não está automaticamente liberada
Nos últimos meses, algumas regras envolvendo plataformas digitais foram alteradas.
Mas a própria Anvisa esclareceu que isso não significa uma autorização automática para marketplaces venderem medicamentos.
A discussão está justamente em saber como plataformas desse tipo podem participar da operação sem descumprir as regras sanitárias.
Até que a regularidade seja comprovada, a agência determinou restrições à comercialização desses produtos pela plataforma.
Comprar remédio online continua permitido em alguns casos
A notificação ao Mercado Livre não significa que toda venda de medicamento pela internet esteja proibida.
Farmácias e drogarias autorizadas podem operar online, desde que cumpram exigências relacionadas a origem do produto, responsabilidade técnica, atendimento farmacêutico e condições de entrega.
Medicamentos controlados ou que exigem retenção de receita seguem regras ainda mais específicas.
O que o Mercado Livre diz
O Mercado Livre afirmou que cumpre as normas aplicáveis e que mantém diálogo com a Anvisa e outras entidades do setor.
A empresa também informou que trabalha para adaptar a operação à regulamentação vigente.
Dica extra antes de comprar medicamento pela internet
Antes de finalizar a compra, confira qual farmácia está vendendo o produto e se o estabelecimento está devidamente identificado.
Também desconfie de medicamentos que exigem receita e aparecem disponíveis sem qualquer verificação.
No fim, a praticidade da compra online não muda o principal: medicamento continua sendo um produto sujeito a controle sanitário.
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