“Que ele cumpra a pena máxima, que para mim é pouquissímo”, diz filha de casal que morreu atropelado por adolescente embriagado em Goiânia

Jovem falou sobre a perda dos pais e afirmou esperar responsabilização pelo ocorrido

Ícaro Gonçalves Ícaro Gonçalves -
filha do casal atropelado
Filha do casal cobra por Justiça em frente ao Juizado da Infância e Juventude de Goiânia (Imagens: Ícaro Gonçalves/Portal 6 e Reprodução)

Isadora Sofia de Farias, de 20 anos, filha do casal que morreu após ser atropelado por um adolescente embriagado em Goiânia, afirmou que tem enfrentado dificuldades desde a morte dos pais e espera que o responsável receba a medida máxima prevista para o caso.

“Está sendo muito difícil. Não está sendo fácil acordar com esse peso todos os dias”, relatou em entrevista ao Portal 6, em frente ao Juizado da Infância e Juventude de Goiânia.

Fábio Alves Barbosa, de 50 anos, e Neifa Freitas de Farias Alves, de 51, morreram após o atropelamento ocorrido no dia 16 de agosto, na Avenida Independência, em trecho que passa pelo Setor Campinas, em Goiânia.

Eles foram atingidos por um adolescente de 16 anos, que conduzia uma Fiat Toro quando avançou o sinal vermelho e atingiu a motocicleta do casal.

Para Isadora, a ausência dos pais é lembrada diariamente e atribuiu ao adolescente a responsabilidade pelas mortes. “Acordo e lembro que meu pai e minha mãe não estão aqui mais por causa de um adolescente bêbado, dirigindo bêbado sem CNH”, disse, revoltada.

A jovem contou que familiares se reuniram em frente à unidade judicial para aguardar o resultado da audiência que decidiria os próximos encaminhamentos do caso.

“A gente está aqui na porta do tribunal gritando por justiça, porque a única coisa que nos resta é justiça”, disse.

Ao falar sobre a medida que espera que seja aplicada ao adolescente, Isadora afirmou considerar insuficiente o período máximo que, segundo ela, pode ser aplicado em razão da idade.

“Que ele cumpra a pena máxima, que para mim é pouquíssimo para o que ele fez. Matar duas pessoas, assim, é pouco. Três anos é pouco para o que ele fez”, declarou.

Isadora também criticou a legislação aplicada a adolescentes e defendeu mudanças nas regras de responsabilização. “Ele tinha consciência do que ele estava fazendo, então pra mim ele merece o pior. A pior pena que tiver”, disse à reportagem.

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Ícaro Gonçalves

Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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