Após cinco meses no Paraguai, casal que deixou a Espanha conta o que encontrou de melhor e pior no país
Mudança trouxe vantagens financeiras e facilidade com o idioma, mas também revelou diferenças importantes em serviços e infraestrutura

Após cinco meses no Paraguai, Agustina e Rubén fizeram um balanço da decisão de deixar a Europa para começar uma nova vida em Assunção.
O casal aponta vantagens como uma carga tributária considerada mais simples, idioma familiar e proximidade com a Argentina, mas também relata dificuldades com saúde pública, trânsito e organização urbana.
Os dois compartilham a experiência no canal Destino Paraguay, no YouTube. Segundo contam, a mudança ocorreu depois de avaliarem outros destinos e concluírem que queriam sair da Europa. Entre as opções analisadas estavam Andorra e Chipre, mas o Paraguai acabou se tornando a escolha principal.
Um dos fatores que mais pesaram, segundo o casal, foi justamente a questão tributária.
Impostos chamaram atenção
No vídeo, Agustina e Rubén destacam alíquotas de 10% existentes no Paraguai e comparam a realidade com a espanhola. Entretanto, a tributação paraguaia não funciona como uma taxa única de 10% para todas as pessoas e situações.
A Direção Nacional de Ingressos Tributários informa que o IVA possui alíquotas de 5% e 10%. Já o Imposto de Renda Pessoal sobre serviços utiliza faixas progressivas de 8%, 9% e 10%, enquanto rendimentos e ganhos de capital têm alíquota de 8%.
Ainda assim, essa estrutura foi um dos atrativos para o casal, que trabalha remotamente em projetos destinados a clientes da Europa e dos Estados Unidos. Portanto, eles próprios ressaltam que a experiência pode ser diferente para quem depende de salários locais.
Além disso, o idioma ajudou na adaptação. Como o espanhol é amplamente utilizado no Paraguai, os dois não precisaram aprender uma nova língua para resolver tarefas cotidianas.
Nem tudo agradou
Por outro lado, Rubén afirma ter percebido diferenças importantes em relação à Espanha. A saúde aparece entre os pontos que mais chamaram sua atenção, já que ele considera a estrutura pública paraguaia mais limitada do que aquela com a qual estava acostumado.
O trânsito e a organização urbana também entraram na lista de aspectos negativos. Segundo o casal, a rotina pode causar estranhamento para europeus acostumados com uma infraestrutura mais organizada.
Agustina, no entanto, conta ter enfrentado uma adaptação mais simples. Como nasceu na Argentina, ela reconheceu no Paraguai características semelhantes às encontradas em outros países da região.
Por fim, os dois evitam vender o destino como solução universal. Segundo o próprio casal, o Paraguai pode fazer mais sentido para quem trabalha remotamente, recebe renda do exterior e busca algumas das características que motivaram a mudança deles.
A experiência, portanto, combina vantagens e limitações. Cinco meses depois, Agustina e Rubén dizem ter encontrado motivos para permanecer, mas também reconhecem que a vida no país não é adequada para todos.
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