Aos 87 anos, idosa vive em casa que construiu sozinha com garrafas plásticas após perder tudo em terremoto em apenas 3 meses

Uma história de sobrevivência ganhou forma inesperada e chamou atenção muito além das fronteiras locais

Magno Oliver Magno Oliver -
Idosa vive em casa com garrafas
(Foto: Reprodução)

Uma pequena construção em El Borbollón, no leste de El Salvador, ficou conhecida pela história de María Ponce, que transformou garrafas descartadas em moradia.

A trajetória começou após o terremoto de 13 de janeiro de 2001, quando a antiga casa de adobe da salvadorenha sofreu destruição.Sem dinheiro suficiente para reconstruir uma residência convencional, María passou a recolher garrafas plásticas, madeira e outros materiais disponíveis na região.

A casa, conhecida como “Casita Encantada”, foi concluída em 2005 e tinha aproximadamente dez metros quadrados, segundo registros publicados sobre a história.

As paredes receberam centenas de garrafas, muitas pintadas à mão, enquanto tampas também foram aproveitadas na composição do piso da pequena construção.

A residência ficava próxima à estrada El Litoral, no cantão El Borbollón, município de El Tránsito, em San Miguel, tornando-se conhecida por moradores.

Fotografias registradas ao longo dos anos mostram María dentro e diante da casa, que passou a atrair visitantes interessados na construção incomum.

Idosa vive em casa com garrafas

(Foto: Captura de tela / Youtube/New China TV)

Casa chamou atenção pela criatividade

A ideia ganhou repercussão justamente pela combinação entre reaproveitamento de materiais e necessidade de encontrar uma solução diante da falta de recursos financeiros.

Pesquisas sobre construções com garrafas também estudam possibilidades relacionadas ao reaproveitamento de resíduos e ao uso de materiais alternativos na arquitetura.

Em 2021, porém, um veículo atingiu a residência e destruiu a estrutura parcialmente enquanto María estava no imóvel. Ela não teve ferimentos.

Reconstrução marcou os últimos anos

Após o acidente, María recebeu apoio para reconstruir a residência, que voltou levantarem no mesmo local no mês seguinte.

A salvadorenha morreu em fevereiro de 2024, aos 90 anos, após problemas relacionados à idade, segundo familiares citados pela imprensa local.

A história permanece como registro de criatividade diante da pobreza, do impacto dos terremotos e da capacidade de reaproveitar materiais descartados.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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