Brasileiros podem ter dinheiro para receber e nem sabem: veja quem pode consultar os valores esquecidos
Consulta gratuita pode revelar quantias deixadas para trás em antigas relações financeiras e que continuam esperando pelos donos

Brasileiros que já tiveram conta bancária, participaram de consórcios ou mantiveram relacionamento com instituições financeiras podem possuir valores esquecidos sem saber. A consulta continua disponível e leva poucos minutos para indicar se existe algum dinheiro associado ao CPF.
O serviço funciona por meio do Sistema de Valores a Receber, o SVR, administrado pelo Banco Central. Pessoas físicas podem fazer a consulta inicial informando CPF e data de nascimento. Já empresas precisam utilizar CNPJ e data de abertura.
Entre os recursos que podem aparecer estão saldos de contas-correntes ou poupanças encerradas, dinheiro não procurado de consórcios finalizados, cotas de antigas cooperativas de crédito e algumas cobranças que instituições precisam devolver.
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Também podem surgir valores de contas de pagamento encerradas, inclusive relacionadas a cartões, além de recursos existentes em antigas contas mantidas por corretoras e distribuidoras.
A consulta inicial não exige acesso à conta Gov.br. Entretanto, caso o sistema encontre dinheiro, o usuário precisa entrar no SVR para verificar o valor, descobrir a instituição responsável e solicitar a devolução.
Para essa etapa, o Banco Central exige conta Gov.br nível prata ou ouro com verificação em duas etapas ativada. Dependendo da instituição, o interessado pode solicitar o pagamento pelo próprio sistema ou entrar em contato diretamente com quem deve devolver o recurso.
Além disso, pessoas físicas que possuem chave Pix vinculada ao CPF podem habilitar a solicitação automática. Assim, futuros valores esquecidos elegíveis podem chegar sem a necessidade de novos pedidos manuais.
Herdeiros, testamentários, inventariantes e representantes legais também podem verificar se uma pessoa falecida deixou recursos no sistema. Nesse caso, a instituição financeira orienta posteriormente sobre os documentos necessários para a devolução.
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e não envia links por WhatsApp, SMS ou e-mail para liberar dinheiro. Por isso, qualquer cobrança para consultar ou resgatar esses recursos deve ser tratada como sinal de golpe.
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