Cidade de Goiás com menos de 15 mil moradores tem PIB por habitante de R$ 193 mil e está entre as 60 maiores do Brasil
Com 14,7 mil moradores e PIB per capita de R$ 193 mil, município do Sudoeste ocupa a 59ª posição nacional e tem o campo como motor
Com menos de 15 mil moradores, uma pequena cidade no extremo Sudoeste de Goiás aparece em uma posição alcançada por poucos municípios brasileiros quando o assunto é produção econômica por habitante.
Chapadão do Céu tinha população estimada em 14.735 habitantes em 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já o PIB per capita chegou a R$ 193.162,87 em 2023, último dado disponível para as economias municipais.
O resultado colocou a cidade entre os maiores PIBs por habitante do país.

Vista de Chapadão do Céu mostra a pequena área urbana cercada pelas grandes lavouras que marcam a economia do município.
Chapadão do Céu está entre as 60 primeiras do Brasil
Levantamento do Instituto Mauro Borges (IMB), elaborado a partir dos dados do IBGE, colocou Chapadão do Céu na 59ª posição nacional entre os maiores PIBs per capita em 2023.
Dentro de Goiás, somente Perolândia e Davinópolis ficaram à frente.
| Local | PIB per capita em 2023 |
|---|---|
| Chapadão do Céu | R$ 193.162,87 |
| Goiás | R$ 47.721,56 |
| Brasil | R$ 51.693,92 |
Na comparação com o país, o indicador de Chapadão do Céu foi cerca de 3,7 vezes maior que a média brasileira.

Mesmo com população inferior a 15 mil habitantes, Chapadão do Céu movimenta uma economia bilionária.
Grandes lavouras ajudam a explicar os números
Boa parte da força econômica de Chapadão do Céu está espalhada pelas grandes propriedades rurais que cercam a cidade.
Na Produção Agrícola Municipal de 2024, do IBGE, o município registrou aproximadamente 328 mil toneladas de soja, 546 mil toneladas de milho, 2,29 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e 47 mil toneladas de algodão.
Somadas, as áreas plantadas das principais culturas ocupam grandes extensões do território municipal.
Chapadão do Céu também aparece entre os principais produtores goianos de algodão.

Grandes lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão ajudam a movimentar a economia de Chapadão do Céu.
Produção não termina na porteira
A economia local também ganhou força com a agroindústria.
Chapadão do Céu abriga um grande complexo da CerradinhoBio, que processa matérias-primas como cana-de-açúcar e milho para a produção de etanol, energia, açúcar e outros produtos.
A operação amplia a cadeia econômica ligada às lavouras, levando parte da produção do campo para atividades industriais realizadas dentro do próprio município.
Cidade cresceu junto com a agricultura
A ligação com o campo acompanha Chapadão do Céu desde sua formação.
A ocupação ganhou força quando agricultores de outras regiões chegaram ao Cerrado atraídos pelas novas técnicas de correção do solo e pela mecanização das lavouras.
Em 1981 começaram a surgir as primeiras casas e, em 21 de agosto de 1982, foi lançada a pedra fundamental do loteamento que daria origem à cidade.
Chapadão do Céu tornou-se município em 1991.
Do outro lado, uma das grandes áreas preservadas do Cerrado
O cenário econômico divide espaço com uma das áreas naturais mais importantes da região.
Parte do Parque Nacional das Emas fica dentro do território de Chapadão do Céu.
A unidade de conservação possui cerca de 132 mil hectares e protege paisagens do Cerrado e espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal e onça-pintada.
Um dos acessos oficiais ao parque, o Portão da Guarda do Bandeira, pode ser alcançado a partir de Chapadão do Céu.
Assim, a pequena cidade reúne duas características marcantes do Sudoeste goiano: grandes áreas de produção agrícola e uma extensa porção de Cerrado preservado.

Parte do Parque Nacional das Emas fica em Chapadão do Céu, preservando uma extensa área do Cerrado próxima às grandes lavouras da região.
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