El Niño deve trazer calor acima da média histórica e menos chuva para Goiás até dezembro

Condições previstas exigem atenção para baixa umidade, temporais e focos de fogo

Ícaro Gonçalves Ícaro Gonçalves -
Calor em Goiás com o El Niño
Imagem ilustrativa de calor em Goiás (Foto: Reprodução)

O Governo Federal emitiu um alerta detalhado sobre os impactos e efeitos previstos para o fenômeno El Niño na Região Centro-Oeste do país, especialmente para Goiás, entre os meses de outubro e dezembro.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento igual ou maior que 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial e, nesse ano de 2026, se encaminha para ser o mais intenso desde o ano de 1950, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Segundo o informe do governo brasileiro, publicado na quarta-feira (07), o evento climático deve favorecer o calorão, com temperaturas acima da média histórica. Além disso, a previsão é de um volume menor de chuvas na região, se comparado com anos anteriores.

Volume abaixo da média, no entanto, não significa ausência total de precipitações. Na realidade, para esse último trimestre ainda são esperadas chuvas fortes e algumas tempestades.

Previsão para as regiões

Na metade norte do Centro-Oeste, que engloba áreas de Mato Grosso e Goiás, a previsão é de calor e tempo seco. Essas condições climáticas podem contribuir diretamente para a redução da umidade do ar.

São esperadas chuvas abaixo da média em áreas de Mato Grosso e no norte de Goiás. Em contrapartida, a previsão aponta para chuvas acima da média no centro e sul de Mato Grosso do Sul.

Na região do Alto Rio Paraguai, o cenário previsto é diferente e exige atenção para o comportamento das águas. Há previsão de vazões acima da média e uma maior possibilidade de ocorrência de cheias.

Para além das chuvas, o calor intenso combinado com os períodos mais secos pode favorecer o risco de incêndios na região.

Como as condições climáticas podem variar ao longo dos meses, a Defesa Civil reforça a importância da prevenção. O órgão orienta os cidadãos a acompanharem as previsões e os avisos oficiais constantemente.

Atualização da NOAA

Na última atualização feita pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), o orgão americano informou que o pico do El Niño deve ocorrer nos próximos meses.

Segundo a estimativa feita, a probabilidade deste El Niño ser o mais forte já registrado no período desde 1950 está acima de 83%. No boletim anterior, divulgado em 10 de setembro, a chance era de 75%.

Em uma das principais regiões do Pacífico usadas para análise do aquecimento, os dados divulgados nesta quinta-feira (08) mostram que a temperatura média registrada em setembro ficou 2,1°C acima da média.

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Ícaro Gonçalves

Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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