A cidade de Goiás que tem um rio de água quente com 12 quilômetros e atrai turistas de várias partes do mundo

Município pequeno do interior guarda um fenômeno natural raro e recebe, todos os anos, um número de visitantes muitas vezes maior que sua população.

Isabella Cavalcante Isabella Cavalcante -
Rio Quente (GO)
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Uma cidade com pouco mais de 4 mil moradores esconde um dos fenômenos naturais mais curiosos de Goiás. Rio Quente, no Sul do estado, é banhada por um curso d’água termal de 12 quilômetros de extensão, que mantém temperaturas agradáveis naturalmente e transformou o município em um dos destinos turísticos mais conhecidos da região.

Segundo a Goiás Turismo, cerca de 1,5 milhão de turistas passam anualmente pelo destino. A lista inclui brasileiros e visitantes de países como Estados Unidos, Japão, México, Portugal, Itália e França.

Por que a água do rio é quente?

O fenômeno não depende de vulcões. A água da chuva penetra nas fissuras da Serra de Caldas, desce pelo subsolo e esquenta ao entrar em contato com camadas mais profundas e quentes das rochas.

Depois, a pressão conduz essa água novamente à superfície. Na Região das Águas Quentes, as nascentes chegam a aproximadamente 37,5°C, segundo a Goiás Turismo. Mais de 6 milhões de litros de água termal brotam por hora entre Rio Quente e Caldas Novas.

O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas tem papel fundamental nesse sistema. A unidade de conservação protege justamente a área onde a chuva infiltra no solo e alimenta os aquíferos termais.

Cidade pequena virou potência turística

Rio Quente tem população estimada em 4.072 habitantes em 2026, de acordo com o IBGE. Mesmo pequena, a cidade estruturou boa parte da economia ao redor do turismo termal.

É ali que ficam alguns dos empreendimentos turísticos mais conhecidos de Goiás, com piscinas naturais, praia artificial, toboáguas, canoagem e tirolesa. O Plano Estadual de Turismo cita o Hot Park e o Rio Quente Resorts entre os principais atrativos da Região das Águas Quentes.

Parque aquático em Rio Quente.

Parque aquático em Rio Quente. (Foto: Reprodução/Google Maps)

A história começou muito antes dos parques

Registros históricos associam a descoberta das fontes termais na região às expedições do século XVIII. Rio Quente pertenceu a Caldas Novas durante décadas e conquistou a emancipação em 1988, mantendo no próprio nome sua principal característica natural.

Além dos parques aquáticos, quem visita a região também encontra possibilidades de ecoturismo. O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas reúne trilhas, cachoeiras, formações rochosas e paisagens do Cerrado. Atualmente, a entrada na unidade não tem cobrança, e a visitação ocorre todos os dias, com entrada permitida das 6h às 16h.

Assim, o que fez Rio Quente conhecida vai muito além de piscinas aquecidas artificialmente: a temperatura que movimenta o turismo local começa na própria natureza, em um sistema geotérmico abastecido pela chuva que cai sobre a Serra de Caldas.

Parque Estadual da Serra de Caldas Novas

Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, oferece ao visitante trilhas, mirantes e cachoeiras. (Foto: Reprodução/Google Maps)

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Isabella Cavalcante

Isabella Cavalcante

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde agosto de 2026.

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