A cidade escondida em Goiás que reúne cavernas, cânions e cachoeiras de águas cristalinas em meio ao Cerrado
Entre paredões de pedra e trilhas pelo Cerrado, um destino no nordeste goiano guarda quedas d’água e paisagens que surpreendem os visitantes

A cerca de 300 quilômetros de Brasília, Mambaí oferece um roteiro diferente para quem quer conhecer o Cerrado goiano.
A cidade fica na Área de Proteção Ambiental das Nascentes do Rio Vermelho, região de rios, formações calcárias e trilhas que levam a cachoeiras e cavernas.
A Goiás Turismo inclui o município na rota das Águas e Cavernas do Cerrado.
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Uma cachoeira que encontra uma caverna
A Cachoeira do Funil é o cartão-postal de Mambaí. Ali, o córrego Ventura despenca junto à entrada de uma caverna, criando uma vista que o visitante pode observar por diferentes ângulos.
O passeio fica a cerca de seis quilômetros do centro e inclui uma trilha entre árvores, rochas e trechos de rio. Guias locais também conduzem atividades de aventura, como rapel e pêndulo.
Quem prefere caminhar pode conhecer a Trilha Itaguassu. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o percurso passa pelos rios Vermelho e das Pedras, por diferentes tipos de vegetação do Cerrado e por formações de rocha calcária.
A caminhada tem cerca de 4,5 quilômetros.
Mambaí também abre caminho para passeios na região
Vale reservar tempo para os atrativos dos municípios vizinhos. O Poço Azul, entre Damianópolis e Buritinópolis, reúne três piscinas naturais alimentadas por cachoeiras.

O atrativo fica entre Damianópolis e Buritinópolis e integra os roteiros feitos a partir de Mambaí. (Foto: Reprodução/Erikabeutels/Wikimedia Commons)
O caminho acompanha um cânion do Rio Vermelho, mas exige preparo físico: o ICMBio classifica a trilha como moderada a difícil.
O órgão alerta que a água pode perder temporariamente a tonalidade azul após chuvas fortes.
Outra parada regional é a Lapa do Penhasco, caverna situada em Buritinópolis. O passeio combina paredões, mirante e atividades conduzidas por operadores locais.
No vídeo abaixo, a viajante Di Lua mostra o trajeto pela região de Mambaí e a chegada à caverna.
Antes de sair, convém combinar o roteiro com um condutor local, conferir as condições das trilhas e levar água e calçado com boa aderência.
A prefeitura recomenda guia para a visita à Cachoeira do Funil; em dias de chuva intensa, o acesso pelo interior da caverna pode ficar inviável.
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