Quanto ganha um motorista de caminhão em 2026? Veja a diferença de salário entre quem faz viagens curtas e longas, segundo recrutadores

A remuneração dos caminhoneiros pode variar bastante conforme a distância percorrida, o tipo de carga e os adicionais oferecidos pelas transportadoras

Rebeca Ferreira Rebeca Ferreira -
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(Foto: Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil)

Passar horas dirigindo, enfrentar estradas movimentadas e transportar mercadorias entre cidades faz parte da rotina de milhares de caminhoneiros brasileiros. Mas será que um profissional que realiza entregas próximas de casa recebe muito menos do que aquele que atravessa vários estados?

Para quem pensa em entrar na profissão ou trocar de transportadora, a diferença pode surpreender. Dados salariais de 2026 e ofertas publicadas por empresas de recrutamento mostram que a distância percorrida influencia os ganhos, mas o verdadeiro segredo está na composição da remuneração.

Quanto ganha um motorista de caminhão em 2026?

Segundo levantamentos baseados nos registros do Novo Caged, um motorista de caminhão contratado pela CLT recebe, em média, R$ 2.747 mensais no Brasil.

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Para caminhoneiros classificados como carreteiros, a média fica próxima de R$ 2.750.

Na prática, portanto, os ganhos totais podem ser significativamente maiores, especialmente em operações rodoviárias de longa distância.

Viagens curtas podem pagar até R$ 5 mil

Motoristas que trabalham em trajetos urbanos ou regionais geralmente realizam entregas frequentes, percorrem rotas previamente definidas e podem retornar para casa no mesmo dia.

O trabalho exige atenção ao trânsito das cidades, cumprimento de horários, conferência de mercadorias e, dependendo da empresa, acompanhamento das operações de carga e descarga.

Uma vaga divulgada em setembro de 2026 pela RHF Talentos, para viagens curtas entre Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro, anunciava remuneração entre R$ 3.092,91 e R$ 5 mil.

Viagens longas podem elevar os ganhos acima de R$ 6 mil

Nas viagens de longa distância, a principal diferença está no tempo longe de casa, no planejamento de trajetos maiores e na necessidade de organizar paradas, abastecimento, repouso e segurança da carga.

Uma seleção conduzida pela Solutions RH, para motoristas de carreta prancha e bitrem, oferecia salário-base de R$ 3.153,30, além de comissão média anunciada de R$ 2.800, ajuda de custo e diárias de R$ 70.

Outra transportadora, com operações envolvendo Goiás, Minas Gerais e São Paulo, anunciava possibilidade de ganhos totais de até R$ 7 mil mensais, incluindo diárias e incentivos por quilometragem.

Entretanto, esses valores são exemplos de anúncios de recrutamento, não médias nacionais nem garantias de recebimento.

O que muda tecnicamente entre os dois tipos de viagem?

Nas rotas curtas, predominam a distribuição regional e a necessidade de cumprir várias entregas dentro de períodos menores.

Nas longas, o motorista precisa gerenciar períodos prolongados fora da base, pernoites, condições das rodovias e pausas obrigatórias.

A legislação impede dirigir caminhões por mais de cinco horas e meia ininterruptas e prevê intervalos de descanso durante a condução.

Além disso, uma lei publicada em agosto de 2026 determinou que acordos e convenções coletivas estabeleçam pisos para motoristas de cargas em operações superiores a 24 horas fora da base ou residência.

Qual modalidade compensa mais financeiramente?

Outro cuidado é diferenciar salário de diária: valores destinados a alimentação, hospedagem e outras despesas não representam necessariamente dinheiro livre para o trabalhador.

Por isso, antes de aceitar uma vaga, vale comparar salário fixo, comissões, benefícios, despesas cobertas pela empresa e frequência das viagens.

Para quem prioriza voltar para casa regularmente, as rotas curtas podem ser mais interessantes. Já profissionais dispostos a enfrentar longos períodos na estrada encontram oportunidades de ganhos maiores, desde que considerem as condições de trabalho e o descanso obrigatório.

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Rebeca Ferreira

Rebeca Ferreira

Estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde setembro de 2026.