Mais forte dos últimos 150 anos, super El Niño tem data prevista para atingir o pico de 2026
Águas do Pacífico continuam aquecendo rapidamente e projeções internacionais colocam o fenômeno entre os episódios mais extremos já observados

O El Niño de 2026 continua ganhando força no Oceano Pacífico e pode atingir sua intensidade máxima em dezembro, segundo as projeções mais recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Os modelos apontam um aquecimento médio de aproximadamente 3,7°C acima do normal na região Niño 3.4 durante o trimestre de outubro a dezembro. Além disso, a tendência indica que o aumento das temperaturas deverá chegar ao ponto máximo perto do último mês do ano.
O cenário colocou o fenômeno no radar dos principais centros meteorológicos do mundo.
Evento pode entrar para a história
A NOAA calcula 83% de chance de o El Niño alcançar, entre outubro e dezembro, uma intensidade superior aos maiores eventos registrados pela agência desde 1950.
Enquanto isso, pesquisadores ouvidos pela revista científica Nature apontam que o episódio pode se tornar o mais intenso em pelo menos 150 anos.
Entretanto, essa marca ainda não está confirmada.
Os cientistas precisam acompanhar as temperaturas do Pacífico durante novembro e dezembro antes de determinar se o fenômeno realmente superou todos os registros anteriores.
Além disso, a expressão “super El Niño” não representa uma categoria meteorológica oficial. Especialistas costumam usá-la informalmente para eventos excepcionalmente fortes.
Brasil já acompanha intensificação
No Brasil, dados recentes também chamam atenção.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que setembro apresentou anomalia de 2,08°C na região Niño 3.4. Foi o segundo maior valor registrado para setembro desde 1950, atrás apenas de 1997.
Já nas primeiras medições semanais de outubro, o aquecimento continuou avançando.
Órgãos federais estimam 95% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro.
Efeitos mudam de uma região para outra
Historicamente, o El Niño favorece mais chuva em partes da Região Sul. Por outro lado, áreas do Norte e Nordeste podem enfrentar redução das precipitações.
No Centro-Oeste, temperaturas elevadas e períodos mais secos também merecem atenção. Já no Sudeste, o comportamento das chuvas depende da interação do El Niño com outros sistemas atmosféricos.
Por isso, um fenômeno muito forte não significa que todas as regiões enfrentarão os mesmos problemas.
A expectativa é que o El Niño permaneça forte durante o começo de 2027. Assim, mesmo depois do provável pico em dezembro, seus efeitos ainda podem influenciar temperaturas e chuvas nos primeiros meses do próximo ano.
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