Novo medicamento genérico para ansiedade chega ao Brasil com preço pelo menos 35% menor e baixo risco de dependência

Primeira versão genérica da buspirona deve chegar às farmácias em outubro e ampliar as opções de tratamento para pacientes brasileiros

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Prati-Donaduzzi anunciou o primeiro genérico de buspirona no Brasil, com chegada prevista às farmácias em outubro
Prati-Donaduzzi anunciou o primeiro genérico de buspirona no Brasil, com chegada prevista às farmácias em outubro (Foto: Reprodução)

Um novo medicamento genérico para ansiedade está chegando ao mercado brasileiro com a promessa de ampliar o acesso ao tratamento.

A farmacêutica Prati-Donaduzzi anunciou na segunda-feira (19) o lançamento da primeira versão genérica da buspirona no país.

O remédio pertence ao grupo dos ansiolíticos não benzodiazepínicos e possui baixo potencial de provocar dependência química.

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Além disso, a legislação brasileira determina que os medicamentos genéricos tenham preço de lançamento pelo menos 35% inferior ao produto de referência.

A novidade deve começar a chegar às farmácias ainda em outubro.

Crescimento dos casos aumenta procura por tratamentos

A ansiedade está entre os problemas de saúde mental que mais afetam a população brasileira.

Estudos internacionais indicam aumento da frequência de transtornos de ansiedade nos últimos anos, ampliando a demanda por acompanhamento profissional.

Segundo dados do mercado farmacêutico apresentados pela Veja, medicamentos com buspirona movimentam aproximadamente R$ 200 milhões no Brasil.

Até então, a substância era comercializada principalmente por meio de marcas como Ansitec e Stima.

Por isso, a chegada de uma versão genérica poderá ampliar a concorrência e oferecer outra possibilidade de compra aos pacientes.

Entretanto, o medicamento continua exigindo prescrição médica.

Como funciona a buspirona?

A buspirona é utilizada no tratamento de determinados transtornos de ansiedade, especialmente o transtorno de ansiedade generalizada.

Diferentemente de alguns ansiolíticos tradicionais, não pertence à classe dos benzodiazepínicos.

Por isso, apresenta baixo potencial de dependência, característica importante em tratamentos que exigem acompanhamento por períodos prolongados.

Segundo a neurologista Larissy Degani, da equipe de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, a substância não foi desenvolvida para produzir um efeito imediato.

A especialista explica que o medicamento pode ser considerado pelo médico conforme o quadro clínico e as necessidades individuais.

Além disso, o tratamento pode envolver psicoterapia e outras alternativas farmacológicas.

Quando a ansiedade precisa de avaliação médica?

Sentir preocupação antes de uma prova, entrevista de emprego ou situação difícil faz parte da experiência humana.

Entretanto, a ansiedade merece atenção quando se torna persistente e começa a prejudicar a rotina.

Dificuldades frequentes para dormir, estudar, trabalhar ou manter a concentração podem indicar a necessidade de avaliação profissional.

Nesses casos, o médico considera os sintomas, a duração das queixas e o histórico do paciente.

Além disso, o tratamento pode combinar medicamentos e acompanhamento psicológico.

A chegada do genérico oferece uma nova opção no mercado, mas a escolha da medicação depende de orientação médica.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.