O que é fobia social, transtorno relatado por Felca em novo vídeo
Medo de julgamento pode afetar situações comuns, como conversar, atender ao telefone ou comer perto de outras pessoas

Felca revelou ter fobia social em um vídeo publicado na madrugada desta terça-feira (20), após gerar expectativa com um anúncio misterioso. Na gravação, o influenciador relata dificuldades para sair de casa e conta que mesmo participações em programas de televisão são acompanhadas de medo e intenso desconforto.
Também chamada de transtorno de ansiedade social, a condição envolve um medo persistente de ser observado, julgado negativamente ou humilhado em situações sociais. Esse receio pode levar a pessoa a evitar atividades e comprometer estudos, trabalho e relacionamentos, segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos.
No vídeo, Felca conta que o sofrimento começou ainda na vida escolar, quando enfrentou agressões e humilhações. Já adulto, passou a usar bebidas alcoólicas para conseguir participar de gravações e eventos.
Ao explicar seu afastamento, afirma que voltou a se isolar após a repercussão do vídeo “adultização”. Em um dos trechos, diz que estava havia cerca de cinco meses sem sair de casa no momento da gravação.
Fobia social é timidez?
Sentir vergonha ou nervosismo em determinadas situações não significa, por si só, ter fobia social. A diferença está na intensidade do medo, na persistência e no prejuízo causado à rotina.
De acordo com o serviço público de saúde britânico, o NHS, quem tem o transtorno pode apresentar preocupação excessiva antes, durante e depois de uma interação. O desconforto pode aparecer ao conhecer alguém, fazer compras, falar ao telefone ou comer acompanhado.
Uma pessoa mais reservada pode preferir grupos pequenos sem que isso represente um problema de saúde. Na fobia social, porém, o medo e a evitação interferem nas atividades e nas relações, conforme explica a Mayo Clinic, instituição médica dos Estados Unidos.
Quais são os sintomas?
Os sinais podem incluir coração acelerado, suor, tremores, náusea, dificuldade para manter contato visual e sensação de que a mente ficou em branco. Também podem ocorrer medo de demonstrar ansiedade e preocupação de parecer incompetente diante dos outros.
No relato de Felca, o desconforto aparece inclusive nos bastidores de compromissos públicos. Ele mostra os batimentos cardíacos elevados e explica que a reação também ocorre em situações cotidianas.
Conseguir comparecer a um evento não exclui o transtorno. Segundo o instituto americano, algumas pessoas enfrentam as situações sociais, mas com sofrimento intenso. A avaliação considera a duração dos sintomas e o impacto na vida — o diagnóstico exige medo ou ansiedade por pelo menos seis meses.
Bullying pode contribuir?
Experiências de rejeição, ridicularização, humilhação e bullying estão entre os fatores associados a um maior risco de desenvolver ansiedade social, segundo a Mayo Clinic.
Isso não significa que exista uma causa única. O transtorno pode envolver uma combinação de fatores biológicos e ambientais, e cada caso precisa ser avaliado individualmente.
Como é o tratamento?
A fobia social tem tratamento, que pode envolver psicoterapia, medicamentos ou a combinação dos dois, conforme avaliação profissional.
Uma das abordagens utilizadas é a terapia cognitivo-comportamental. Ela ajuda a trabalhar pensamentos e comportamentos ligados à ansiedade e pode incluir a exposição gradual às situações temidas, com orientação terapêutica.
No vídeo, Felca anuncia o #simfel, um desafio pessoal de três meses para compartilhar experiências sociais que costumava evitar. A iniciativa e o prazo apresentados por ele não equivalem a um tratamento individualizado nem garantem o mesmo resultado para outras pessoas.
Quando o medo começa a limitar a rotina, provocar sofrimento ou levar ao abandono de atividades, a orientação é procurar avaliação profissional. Reconhecer alguns sinais em si mesmo é um motivo para buscar ajuda, mas não basta para confirmar o diagnóstico.
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