Filhote de arara é resgatado após ficar preso em fios de internet em Minaçu
Ave ficou suspensa sobre uma avenida movimentada no Centro da cidade e precisou da ajuda dos bombeiros para sair em segurança

Um filhote de arara-canindé precisou ser resgatado depois de ficar preso em fios de internet no Centro de Minaçu, no Norte de Goiás. A situação chamou atenção porque a ave ficou suspensa sobre uma avenida movimentada da cidade.
O caso aconteceu no último dia 26, no cruzamento da Avenida Maranhão com a Rua 12, no Setor Central. Diante do risco de queda ou de o animal se machucar tentando escapar, o Corpo de Bombeiros foi acionado.
Resgate
Para alcançar a arara, a equipe utilizou um puçá, equipamento formado por uma rede presa a uma haste. Dessa forma, os militares conseguiram retirar o filhote da fiação sem provocar ferimentos.
Após a captura, a ave passou por uma avaliação inicial. Segundo os bombeiros, ela não apresentava lesões aparentes.
Em seguida, o animal foi colocado em um compartimento adequado para transporte. Depois, acabou entregue a um médico-veterinário para uma análise mais detalhada das condições de saúde.
Avaliação antes da soltura
A previsão é que o filhote volte à natureza somente depois de receber liberação profissional. Assim, o veterinário deverá verificar se o animal está em condições de ser devolvido a um local adequado.
Até agora, não foi informado quanto tempo a arara permaneceu presa nos cabos. Além disso, ainda não se sabe como o filhote acabou naquela situação.
Também não há uma data definida para a soltura.
O episódio ocorre em um período de grande número de atendimentos envolvendo animais silvestres em Goiás. Entre janeiro e 28 de outubro de 2026, o Corpo de Bombeiros registrou 7.414 resgates desse tipo no estado, o equivalente a pelo menos um atendimento por hora.
Araras-canindés estão entre as espécies frequentemente encontradas em áreas urbanas e rurais de Goiás. Por isso, quando uma ave silvestre aparece ferida, presa ou em situação de risco, a orientação é evitar a captura por conta própria e acionar órgãos ambientais ou equipes especializadas.
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