Sebastián La Rosa, médico especialista em longevidade: “Quando nos falta magnésio no corpo, envelhecemos a uma velocidade maior”
Pequenas mudanças nos hábitos diários podem representar diferenças importantes durante o envelhecimento natural

A falta de magnésio no organismo pode favorecer processos inflamatórios relacionados ao envelhecimento. O alerta foi feito pelo médico argentino Sebastián La Rosa, especialista em longevidade.
Em vídeo publicado em seu perfil no Youtube, o profissional explicou como a deficiência desse mineral pode interferir no funcionamento das células e acelerar mecanismos associados ao desgaste corporal.
Segundo La Rosa, o magnésio participa de diversas reações importantes, incluindo processos relacionados à produção de energia, recuperação dos tecidos e controle da inflamação.
Além disso, quando os níveis ficam abaixo do necessário, determinadas substâncias inflamatórias podem aumentar. Entre elas estão a interleucina-1 e o fator de necrose tumoral alfa, conhecido como TNF-alfa.
Esses indicadores estão relacionados à inflamação crônica, fenômeno conhecido como inflammaging, que envolve alterações progressivas associadas ao avanço da idade.
O que a ciência descobriu sobre o mineral?
Uma revisão científica publicada em 2024 na revista Nutrients analisou a relação entre magnésio e diferentes mecanismos biológicos do envelhecimento.
Os pesquisadores identificaram associações envolvendo inflamação, funcionamento das células e alterações metabólicas. Entretanto, destacaram que novos estudos precisam confirmar os efeitos sobre a longevidade humana.
Já uma pesquisa publicada em 2025 na revista Frontiers in Nutrition encontrou associação entre maior risco de deficiência de magnésio e menores níveis da proteína Klotho, relacionada ao envelhecimento saudável.
Quais alimentos ajudam a manter os níveis?
O magnésio participa do funcionamento muscular, nervoso, da saúde óssea e do controle da glicose. Portanto, manter uma alimentação equilibrada ajuda a garantir quantidades adequadas.
Entre as principais fontes estão feijão, lentilha, amendoim, castanhas, sementes, espinafre e cereais integrais.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, adultos precisam consumir entre 310 e 420 miligramas diariamente, dependendo do sexo e da idade.
Entretanto, suplementos exigem orientação profissional. O excesso pode provocar efeitos adversos e interagir com medicamentos.
Assim, cuidar da alimentação representa uma estratégia importante para preservar a saúde durante o envelhecimento.
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