Fim dos R$ 1.621 no BPC: benefício de idosos e pessoas com deficiência já tem valor previsto para janeiro de 2027
Proposta do governo federal prevê aumento de R$ 120 no pagamento mensal; valor definitivo depende da inflação registrada até novembro

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) deverá passar por um reajuste em janeiro de 2027, acompanhando o novo salário mínimo previsto pelo governo federal.
Atualmente, idosos e pessoas com deficiência que recebem o benefício têm direito a R$ 1.621 por mês. Para o próximo ano, a previsão é de que esse valor suba para R$ 1.741, um aumento de R$ 120 mensais.
A estimativa consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional em agosto.
Como o BPC corresponde a um salário mínimo, qualquer reajuste no piso nacional também altera automaticamente o valor do benefício assistencial.
Quem terá direito ao novo valor?
O reajuste será aplicado aos beneficiários que continuarem atendendo aos critérios do programa, incluindo:
- Idosos com 65 anos ou mais em situação de baixa renda;
- Pessoas com deficiência de qualquer idade que atendam aos requisitos legais;
- Famílias que cumpram os critérios de renda e mantenham o Cadastro Único atualizado.
Com o salário mínimo projetado em R$ 1.741, o limite de renda familiar por pessoa equivalente a um quarto do piso também passaria de R$ 405,25 para R$ 435,25.
Entretanto, o valor de R$ 1.741 ainda não é definitivo. O governo deverá considerar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro para estabelecer o salário mínimo de 2027.
Caso a projeção seja confirmada, o novo valor do BPC entrará em vigor em janeiro, seguindo o calendário de pagamentos do INSS.
Contudo, vale lembrar que o BPC não é aposentadoria, não exige contribuições anteriores à Previdência Social e não dá direito ao 13º salário.
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