Morro da Serrinha começa a virar parque em Goiânia e promete mirante, museu e vigilância 24 horas em área de 110 mil metros quadrados
Obra em um dos pontos mais altos da capital vai até setembro de 2027 e deixa parte da mata fora do alcance do público. Veja o que será construído

O Morro da Serrinha começou a virar parque em Goiânia. Desde setembro, máquinas trabalham na área de 110 mil m² que vai abrigar o Parque da Serrinha Jornalista Jaime Câmara, com mirante, Museu do Cerrado e vigilância armada 24 horas.
Segundo o Governo de Goiás, a obra custa R$ 14,4 milhões, pagos pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente. Por isso, o espaço vai ficar fechado à visitação até a conclusão, prevista para setembro de 2027.
O que terá no topo do Morro da Serrinha
No alto do morro, o projeto prevê um mirante com vista de 360 graus da capital, trilhas e o Museu do Cerrado, voltado à educação ambiental sobre a fauna e a flora da região. Além disso, a torre de concreto, um dos símbolos do local, vai ganhar intervenção artística.
“A torre vai receber intervenção artística e terá iluminação especial ao longo do ano”, afirmou o superintendente de Cidades da Secretaria-Geral de Governo (SGG), Yuri Bariani.
Pista de caminhada, pet place e academia na base
Já na parte de baixo, o parque terá a pista de caminhada batizada de Orla do Morro, ciclovia, academia ao ar livre, playgrounds e espaço para cães. Ainda estão previstos quiosques com banheiros e bolsões de estacionamento.
Por fim, toda a iluminação será em LED, incluindo a pista e as vias de acesso. Assim, a ideia é permitir o uso do parque também no período da noite.
Vigilância 24 horas no Morro da Serrinha
Afinal, a segurança é uma das apostas do projeto. Por isso, conforme o governo, o parque terá vigilância privada armada 24 horas e videomonitoramento na base e nas trilhas que levam ao topo.
Para combater as queimadas da seca, o local também entra no plano Fogo Zero, com aceiro preventivo e monitoramento de focos de calor. Paralelamente, o plantio de 5 mil mudas nativas segue com manutenção até 2030. No entanto, parte da área continuará reservada à preservação, sem acesso direto do público.
Parque sai depois de anos de impasse
O Estado retomou a área em junho de 2024, após processo de reintegração de posse. Em seguida, o governador Daniel Vilela (MDB) assinou a ordem de serviço em julho deste ano, quando o parque recebeu o nome do jornalista e ex-prefeito Jaime Câmara. O uso religioso no morro, aliás, continuará permitido.
Depois da obra, a gestão deve combinar conservação ambiental, visitação e exploração comercial, com uma empresa responsável pela operação e pela segurança.
Como o Portal 6 mostrou, o novo parque terá mirante com vista de 360 graus, trilhas ecológicas e espaço pet.