Fim da escala 6×1: enquanto trabalhadores CLT aguardam mudanças, Câmara aprova jornada 3×1 em benefício próprio

Debate sobre a revisão da jornada de trabalho avança no Congresso com proposta de extinguir o modelo 6x1 e reduzir horas semanais, mas há controvérsias e aguardo de votação pelos plenários

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Câmara aprova proposta de jornada 3x1 enquanto debate fim da escala 6x1 e redução da carga horária semanal no Congresso, em pauta neste início de 2026.
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate nacional em 2026. Enquanto trabalhadores com carteira assinada aguardam mudanças concretas, a Câmara dos Deputados aprovou um novo modelo de jornada para uso interno.

Atualmente, a legislação trabalhista permite jornadas de até 44 horas semanais. Dessa forma, diversos setores adotam a escala 6×1, com seis dias de trabalho e apenas um de descanso.

Segundo especialistas, esse formato compromete a saúde física e mental. Além disso, sindicatos afirmam que a rotina afeta a convivência familiar e social dos trabalhadores.

Jornada 3×1 é aprovada para uso interno da Câmara

Em meio ao debate nacional, deputados aprovaram a jornada no modelo 3×1 para servidores da própria Casa. Nesse formato, o trabalhador atua por três dias e, em seguida, descansa um.

No entanto, a decisão gerou críticas imediatas. Entidades trabalhistas questionam a prioridade dada aos parlamentares, enquanto milhões de brasileiros seguem sob escalas mais rígidas.

Por outro lado, a Câmara afirma que a mudança busca eficiência administrativa. Ainda assim, a medida não se estende automaticamente aos trabalhadores regidos pela CLT.

PEC propõe o fim da escala 6×1 no Brasil

Paralelamente, tramita no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 em todo o país. O texto estabelece limite de 36 horas semanais e dois dias consecutivos de descanso.

Além disso, a proposta garante a manutenção dos salários. O objetivo é alinhar o Brasil a modelos já adotados em outros países.

Atualmente, o texto segue em análise nas comissões. Para avançar, a PEC ainda precisa passar por votações na Câmara e no Senado.

Senado discute redução gradual da jornada semanal

Ao mesmo tempo, outra proposta avançou no Senado ao longo de 2025. O projeto prevê redução progressiva da jornada, começando em 40 horas semanais.

Posteriormente, o texto estabelece o limite de 36 horas, com dois dias de descanso. No momento, a matéria aguarda votação em plenário.

De acordo com os relatores, a mudança pode melhorar a qualidade de vida. Além disso, eles citam experiências internacionais com resultados positivos.

Pressão social contra a escala 6×1 aumenta

Diante desse cenário, movimentos sociais intensificaram a pressão contra a escala 6×1. O grupo Vida Além do Trabalho defende jornadas mais equilibradas e maior tempo de descanso.

Segundo os organizadores, o modelo atual favorece o esgotamento profissional. Por isso, a reivindicação ganhou força nas redes sociais e em manifestações públicas.

Além disso, pesquisas recentes indicam apoio popular à redução da jornada. Para muitos trabalhadores, menos horas significam mais saúde e produtividade.

O que pode mudar a partir de 2026

Se aprovadas, as propostas devem entrar em vigor de forma gradual. Dessa forma, o processo exigirá negociação entre governo, empresas e trabalhadores.

Enquanto isso, milhões de brasileiros seguem aguardando mudanças. Por fim, o debate avança no Congresso, mas ainda não há definição final.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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