Marca tem falência decretada por dívidas superiores a R$ 110 milhões
Desequilíbrio nas contas públicas inviabiliza continuidade de operações de empresa familiar muito conhecida
O cenário corporativo paulista sofreu um forte abalo nesta terça-feira (31) com o encerramento oficial das atividades de um ícone do setor de conservas.
A Justiça de São Paulo decretou a falência do Grupo Raiola (Irmãos Raiola & Cia. Ltda.), decisão que interrompe uma trajetória iniciada em 1938.
O veredito, proferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central, ocorreu após a conversão do processo de recuperação judicial iniciado em 2023.
O descumprimento do plano de reestruturação e a asfixia financeira provocada por um passivo tributário astronômico, que ultrapassa a marca de R$ 117 milhões junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE-SP), foram os pilares para a interrupção definitiva das operações.
A derrocada da fabricante de azeitonas e azeites expõe a fragilidade de sua saúde financeira, com um endividamento total estimado em R$ 98 milhões, para posterior oferta em leilões judiciais.
O desfecho do processo seguirá o rito rigoroso de quitação de credores estabelecido pela Lei de Falências.
Os recursos obtidos com a venda dos ativos serão destinados, prioritariamente, aos créditos trabalhistas, seguidos pelos encargos extraconcursais e credores com garantia real, deixando os quirografários por último na fila de pagamentos.
O encerramento da Raiola marca o fim de uma era para o varejo de alimentos, simbolizando os desafios enfrentados por empresas tradicionais frente ao acúmulo de débitos tributários e às oscilações do mercado brasileiro.
A decisão judicial busca, agora, dar o máximo de liquidez ao patrimônio restante para amenizar o prejuízo de funcionários e fornecedores afetados pela quebra.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








