“Um absurdo”: moradora de Caldas Novas denuncia furto de iPhone 17 durante transporte dos Correios

Sogra da mulher enviou o aparelho de Curitiba, mas caixa com a encomenda chegou vazia ao município goiano

Ícaro Gonçalves -
moradora denuncia furto pelos Correios
Moradora suspeitou de desvio ao fazer o rastreio pelo sistema nativo do smartphone (Imagens: Captura de tela/Instagram/Dyéssika Torres)

Na última quinta-feira (09), uma moradora de Caldas Novas denunciou ter tido produtos furtados enquanto eles eram transportados pelos Correios de Curitiba até a cidade, no Sudoeste goiano.

Os itens comprados foram um iPhone 17 Pro Max de 512 GB e um óculos inteligente da Meta, com prejuízo estimado em mais de R$ 16 mil.

Em vídeo publicou no Instagram, a especialista em vendas Dyéssika Torres afirma que contratou o serviço Sedex no dia 30 de junho para transportar os produtos. Ele haviam sido comprados na capital paranaense e despachados pela sogra de Dyéssika.

No entanto, antes de fazer o envio, a família teve o cuidado de ativar a localização em tempo real do aparelho, para acompanhar a trajetória da entrega.

A consumidora disse que começou a suspeitar de irregularidades no dia 03 de julho, quando o rastreamento indicou que os objetos haviam saído da rota em Ribeirão Preto, São Paulo.

Pelo rastreamento da estatal, os itens comprados ficaram em território paulista até o dia 07 de julho, porém, pelo rastreamento nativo do smartphone, Dyéssika e o marido verificaram que o iPhone já estava em Goiânia, dentro de uma loja de celulares.

Mesmo assim eles foram até o centro de distribuição dos Correios para fazer a retirada no dia da chegada, momento em que confirmaram o furto. De acordo com a moradora, a caixa estava vazia, danificada e com marcas de caneta.

Ela recusou a entrega do pacote, além de apontar que a embalagem recebida era diferente e menor do que a original enviada pela sogra.

“Nós poderíamos ter contratado qualquer outro. Nós contratamos o Correios porque imaginamos que seria mais seguro, mas infelizmente não foi e nós queremos uma resposta”, afirmou a moradora no vídeo.

Diante da situação, Dyéssika tentou acionar a polícia para relatar a localização do aparelho, mas afirmou que não foi atendida. A moradora também registrou uma manifestação formal junto aos Correios na terça-feira (07) à tarde, ainda sem resposta.

“Isso é uma máfia, isso é uma quadrilha e assim como eu, imagino que muitas pessoas perderam seus bens”, finalizou.

A reportagem tentou contato com o setor de comunicação dos Correios, questionando sobre a denúncia feita. O espaço para posicionamento permanece em aberto.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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