Motorista embriagado suspeito de atropelar e matar servidora da Comurg vai usar tornozeleira eletrônica

Investigado foi preso em flagrante, com teste do bafômetro indicando 0,77 mg/L, mas conseguiu liberdade provisória ao pagar fiança de R$ 5 mil

Natália Sezil -
Motorista suspeito de atropelar Aparecida Alves da Silva vai usar tornozeleira eletrônica.
Motorista suspeito de atropelar Aparecida Alves da Silva vai usar tornozeleira eletrônica. (Foto: Reprodução)

O motorista suspeito de ter atropelado dois servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) enquanto dirigia embriagado precisará usar tornozeleira eletrônica e não poderá sair de casa a não ser para trabalhar.

A decisão foi emitida pela juíza Roberta Wolpp Gonçalves, da 4ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia, na última quarta-feira (08), em relação a um acidente que aconteceu na madrugada de 27 de junho.

Como noticiado anteriormente pelo Portal 6, Aparecida Alves da Silva e o colega, Fernando Lemes dos Santos, faziam serviços de limpeza urbana na Avenida Americano do Brasil quando um carro atravessou o canteiro central.

O veículo invadiu a área onde a equipe atuava e atingiu os dois servidores, que foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados a uma unidade de saúde.

Apesar dos esforços, Aparecida, de 61 anos, não resistiu aos ferimentos e entrou em processo de morte cerebral no dia 29 de junho. A Prefeitura de Goiânia decretou luto oficial de um dia.

O investigado foi preso em flagrante, com o teste do bafômetro indicando 0,77 mg/L, mas conseguiu liberdade provisória ao pagar fiança de R$ 5 mil. Desde então, o Ministério Público de Goiás (MPGO) vinha pedindo pela conversão do flagrante em prisão.

Agora, o suspeito precisará usar tornozeleira eletrônica por pelo menos seis meses. A área de permissão está restrita à casa dele e ao trajeto até o local de emprego, caso trabalhe.

Por isso, ele não pode sair de casa das 20h às 07h, de segunda a sexta-feira, e em período integral aos fins de semana e feriados. O descumprimento dessas medidas pode resultar na prisão preventiva do investigado.

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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