Rede de supermercados fecha lojas e manda demitir funcionários em várias cidades do Brasil
Mudanças fazem parte de uma reorganização operacional adotada após um período de forte expansão pelo país

Depois de anos marcados por expansão e abertura de unidades, uma das maiores redes de supermercados do Brasil começou a reduzir parte da estrutura. O movimento inclui lojas fechadas, equipes menores e revisão das operações mantidas em diferentes cidades.
A reorganização envolve o Grupo Mateus, companhia com forte presença nas regiões Norte e Nordeste.
Entre o fim de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, dezenas de estabelecimentos deixaram de funcionar, enquanto o número total de trabalhadores também apresentou queda expressiva.
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Lojas foram encerradas durante reorganização
No período, a rede encerrou 28 unidades e abriu outras quatro.
A redução atingiu diferentes formatos de negócio, incluindo operações do varejo alimentar e lojas ligadas a outros segmentos mantidos pelo grupo.
A companhia passou a concentrar investimentos nas unidades consideradas mais eficientes e com melhores resultados.
Dessa forma, estabelecimentos com desempenho abaixo do esperado perderam espaço dentro da nova estratégia.
O processo também ocorre após mudanças na estrutura da empresa e na integração de operações incorporadas durante a expansão.
Quadro caiu em cerca de 6,6 mil trabalhadores
Além do fechamento de lojas, o número de funcionários passou de aproximadamente 47,9 mil para 41,2 mil.
Isso representa uma redução próxima de 6,6 mil trabalhadores em poucos meses.
Apesar do impacto, a diferença não significa necessariamente que todas essas pessoas tenham sido demitidas.
O total também pode envolver pedidos de desligamento, encerramento de contratos e vagas que deixaram de ser repostas.
Até o momento, não foi divulgada uma relação completa das cidades afetadas nem a quantidade exata de demissões realizadas em cada unidade.
Mesmo com os cortes, o Grupo Mateus permanece entre as maiores redes supermercadistas do país.
A companhia atua com supermercados, atacarejos, lojas de proximidade e outros formatos comerciais.
A reorganização mostra que, mesmo entre grandes empresas, a expansão pode dar lugar a uma fase de ajustes.
O objetivo passa a ser reduzir custos, eliminar operações pouco rentáveis e preservar as unidades consideradas mais estratégicas.
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