Conmebol decide não utilizar lei Vini Jr. em suas competições

Medida determina a expulsão do jogador que cobrir a boca ao provocar um adversário

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Conmebol decide não utilizar lei Vini Jr. em suas competições
Lei Vini Jr determina expulsão para jogadores que tampem a boca ao provocar adversários. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Conmebol anunciou nesta terça-feira (14) que não utilizará a lei Vini Jr., que determina a expulsão do jogador que cobrir a boca ao provocar um adversário.

A entidade sul-americana informou que acatará, após a pausa para a Copa do Mundo, as novas regras da IFAB. A Sul-Americana volta no dia 21 de julho, com os jogos de ida do playoff, enquanto as oitavas da Libertadores iniciam em 11 de agosto.

A lei Vini Jr., porém, não será contemplada. Mais cedo, a Uefa também optou por não utilizá-la nas competições europeias.

“A Conmebol decidiu não implementar a disposição opcional prevista pela IFAB que contempla a expulsão de jogadores que cobrem a boca ao se comunicarem com um adversário durante uma partida”, afirma a Conmebol, em comunicado divulgado em seu site.

Regra foi criada em abril, em resposta a caso que ocorreu com Vini na Champions. Em fevereiro deste ano, o atacante brasileiro do Real Madrid acusou o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de racismo. O jogador adversário tampou a boca na hora de falar, o que dificultou a leitura labial e a conclusão sobre o que de fato ele havia dito. Por isso, a IFAB -órgão que regulamenta as regras do futebol- determinou que o jogador que cobrir a boca ao provocar um adversário deve ser diretamente expulso.

Lei foi usada na Copa duas vezes. As novas regras do futebol entraram em vigor na Copa do Mundo, e essa é uma delas. A sua primeira utilização foi em Paraguai 1 x 0 Turquia, quando Almirón falou com um jogador turco tapando a boca e foi expulso pouco antes do intervalo. A segunda foi no mata-mata entre México x Equador, com a expulsão de Hincapié.

Regra não se aplica a qualquer fala com a boca tampada. No jogo entre Inglaterra x Gana, por exemplo, Bellingham tapou a boca para falar com Jordan Ayew, mas o lance nem chegou a ser verificado pelo VAR, já que não se tratava de provocação ou ato discriminatório.

Presidente da Fifa defendeu expulsão em casos de provocações. Ainda em março, antes da formulação da “Lei Vini Jr.”, Gianni Infantino disse em entrevista à Sky News que, se um jogador tampa a boca para cometer atos discriminatórios, ele deve ser expulso. “Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, então ele tem de, obviamente, ser expulso.”

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