Fim do gesso no teto: novo material que imita o acabamento tradicional pode ser lavado, não mofa, é mais barato e fácil de instalar, segundo arquitetos

Visual contínuo, manutenção simples e montagem rápida ajudam a explicar por que uma solução passou a disputar espaço nas reformas

Layne Brito -
Fim do gesso no teto
(Foto: Reprodução)

Durante muito tempo, quem desejava um teto liso e elegante recorria quase automaticamente ao gesso. O acabamento combina com diferentes estilos de decoração, mas pode exigir várias etapas de instalação, além de pintura e reparos quando surgem manchas de umidade.

O forro de PVC, por outro lado, sempre foi associado à praticidade.

Entretanto, as divisões aparentes entre as réguas e o aspecto plástico fizeram com que muitas pessoas evitassem o material em salas, quartos e outros ambientes internos.

Uma nova versão promete mudar essa percepção.

Trata-se do forro de PVC liso com encaixe discreto, desenvolvido para reproduzir o acabamento uniforme do gesso tradicional.

Fim do gesso no teto: novo material que imita o acabamento tradicional

(Foto: Reprodução)

As peças possuem superfície clara, lisa e, em alguns modelos, levemente brilhante.

Quando instaladas corretamente, as junções ficam pouco aparentes, deixando o teto com aspecto contínuo e mais sofisticado.

A instalação também pode ser realizada em menos etapas.

As réguas são presas a uma estrutura de sustentação e encaixadas umas nas outras, sem a necessidade de aplicar massa, lixar e pintar toda a superfície.

Por isso, a solução costuma gerar menos poeira e resíduos durante a reforma.

O cômodo também pode ser liberado mais rapidamente após a montagem, dependendo das condições do teto e da complexidade do projeto.

Outro diferencial está na limpeza.

Como o PVC não absorve água com facilidade, o forro pode ser higienizado com pano úmido e produtos compatíveis, seguindo sempre as orientações do fabricante.

Essa característica torna o material interessante para cozinhas, lavanderias, banheiros e áreas cobertas.

Diferentemente do gesso, ele não costuma estufar ou se desfazer quando entra em contato eventual com a umidade.

Apesar de ser divulgado como um material que não mofa, alguns cuidados continuam necessários.

Poeira, gordura, infiltrações e falta de ventilação podem favorecer o aparecimento de manchas ou fungos sobre a superfície, mesmo que o PVC não absorva a umidade da mesma forma que outros revestimentos.

O preço é outro fator que chama atenção.

Em muitas obras, o forro de PVC pode ter custo final menor por dispensar pintura e exigir uma instalação mais rápida.

Entretanto, o valor varia conforme a espessura das peças, o sistema de encaixe, a estrutura necessária e a mão de obra.

Antes de escolher, também é importante avaliar o desempenho térmico, acústico e a resistência ao calor.

O material não deve ser instalado próximo de fontes intensas de temperatura sem que o modelo seja indicado para essa finalidade.

Quando bem planejado, o novo forro pode entregar um visual semelhante ao gesso, com manutenção mais simples e menos etapas na obra.

A mudança não representa necessariamente o fim do acabamento tradicional, mas amplia as opções para quem deseja reformar gastando menos tempo e dinheiro.

 

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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