Gigante dos EUA manda fechar fábrica no Brasil e trabalhadores entram em greve contra demissões

Decisão de uma multinacional bilionária coloca dezenas de famílias em situação de incerteza e desencadeia uma mobilização dos trabalhadores por melhores garantias e indenizações

Daniella Bruno -
A Parker Hannifin decidiu encerrar as atividades da fábrica de Jacareí (SP), enquanto funcionários iniciam greve para tentar impedir demissões sem garantias
(Imagem: Reprodução/Facebook)

O fechamento de grandes indústrias costuma provocar impactos que vão além da economia.

Além de afetar diretamente centenas de trabalhadores, decisões desse tipo também movimentam sindicatos e levantam discussões sobre direitos trabalhistas e indenizações.

Foi justamente esse cenário que ganhou destaque após uma multinacional americana confirmar o encerramento de uma de suas unidades no Brasil.

A decisão levou funcionários a iniciarem uma greve por tempo indeterminado em busca de melhores condições para quem poderá perder o emprego.

Parker Hannifin fecha fábrica e coloca empregos em risco

A Parker Hannifin anunciou o fechamento definitivo da fábrica de Jacareí, no interior de São Paulo.

A unidade produz válvulas utilizadas em máquinas dos setores agrícola e industrial e emprega cerca de 100 trabalhadores.

Segundo a empresa, o encerramento faz parte de uma estratégia de otimização operacional.

Ao mesmo tempo, informou que alguns funcionários poderão receber propostas de transferência para outras unidades, mas ainda não definiu quantos serão reaproveitados nem para onde a produção será levada.

A decisão chama atenção pelo porte da companhia. A Parker Hannifin atua em 44 países, emprega aproximadamente 58 mil pessoas e registrou US$ 19,9 bilhões em vendas no ano fiscal de 2025.

Além disso, teve lucro líquido de cerca de US$ 3,5 bilhões e recomprou US$ 1,6 bilhão em ações.

Funcionários rejeitam proposta e iniciam greve

Após reuniões com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os trabalhadores rejeitaram a proposta inicial da empresa e aprovaram uma greve por tempo indeterminado.

A Parker ofereceu uma indenização social de R$ 2 mil aos empregados desligados.

No entanto, o sindicato considerou o valor insuficiente e passou a defender um pacote mais amplo de compensações.

Entre as reivindicações estão o pagamento de 20 salários nominais para cada trabalhador demitido, manutenção do plano de saúde e vale-alimentação por 18 meses, além de estabilidade para funcionários com doenças ocupacionais ou sequelas de acidentes de trabalho.

Além disso, a categoria cobra transparência sobre as possíveis transferências e garantias de preservação dos direitos trabalhistas durante todo o processo.

Enquanto as negociações continuam, a paralisação permanece sem prazo para terminar e aumenta a expectativa sobre um acordo que reduza os impactos para as famílias afetadas.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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