Ferver boldo com mel: para que serve e por que é recomendado

Combinação popular pode ajudar no alívio de desconfortos digestivos, mas deve ser consumida com moderação e alguns cuidados

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Ferver boldo com mel: para que serve e por que é recomendado
(Foto: Reprodução)

Depois de uma refeição pesada ou de uma noite de excessos, receitas caseiras costumam ganhar espaço na tentativa de reduzir o mal-estar. Entre elas, está a combinação de boldo com mel, preparada há gerações e conhecida pelo sabor marcante.

A bebida serve principalmente como um recurso tradicional para aliviar sintomas leves de má digestão, como sensação de estômago cheio, gases e desconforto abdominal. O boldo também pode estimular a atividade digestiva, enquanto o mel suaviza o amargor e torna o consumo mais agradável.

Como o boldo age no organismo

A Agência Europeia de Medicamentos reconhece o uso tradicional das folhas do boldo-do-chile, o Peumus boldus, para aliviar indigestão e espasmos gastrointestinais leves em adultos. No entanto, esse reconhecimento está relacionado ao uso prolongado da planta, e não a provas clínicas robustas de eficácia.

Além disso, o nome “boldo” pode identificar espécies diferentes no Brasil. Por isso, procedência, quantidade e forma de preparo influenciam diretamente a segurança da bebida.

Apesar de a receita ser conhecida como “boldo fervido”, o mais indicado é preparar uma infusão. Assim, basta desligar o fogo após a água ferver, acrescentar as folhas e deixar o recipiente tampado por alguns minutos.

Boldo com mel cura a ressaca?

Não há evidências de que a mistura cure ou acelere a eliminação da ressaca. Segundo o Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos, nenhum remédio caseiro demonstrou eliminar o problema, pois o organismo precisa de tempo para metabolizar o álcool.

A bebida pode oferecer conforto por ser quente e ajudar na ingestão de líquidos. Contudo, água, alimentação leve e repouso continuam sendo medidas mais importantes.

O consumo deve ser moderado. Gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças no fígado, cálculos biliares ou obstrução das vias biliares devem evitar o uso sem orientação profissional.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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