A psicologia afirma que pessoas que interrompem os outros ao falar nem sempre agem por falta de educação e sim por serem muito ansiosas
Entender pequenos sinais ajuda interpretar melhor quem está diante de nós durante diálogos

Interromper alguém durante uma conversa costuma ser visto como falta de educação, impaciência ou desinteresse. A psicologia, porém, aponta que o comportamento pode ter diferentes causas e, em alguns casos, estar relacionado à ansiedade.
Pessoas ansiosas podem ficar mais preocupadas com o que vão dizer, temer esquecer uma ideia ou sentir pressão para responder rapidamente.
Estudos e análises sobre comportamento social também indicam que a ansiedade pode aumentar a dificuldade de acompanhar o ritmo da conversa e controlar respostas impulsivas.
Isso não significa que toda pessoa que interrompe alguém seja ansiosa. A dinâmica de uma conversa também é influenciada pela personalidade, pelo ambiente, pela cultura e pela maneira como cada indivíduo aprendeu a se comunicar.
Em algumas situações, a interrupção pode ocorrer por entusiasmo, tentativa de acrescentar uma informação ou até porque os participantes estão acostumados a falar de maneira mais rápida e sobreposta.
Quando a ansiedade entra em cena
Um dos motivos associados à interrupção é o receio de perder o pensamento antes que chegue a vez de falar. Para algumas pessoas, guardar uma ideia enquanto o outro termina pode gerar desconforto.
A ansiedade também pode deixar o indivíduo mais concentrado na própria atuação social, dificultando a atenção ao que o interlocutor está dizendo.
Esse padrão pode formar um ciclo: a preocupação aumenta, a pessoa fala mais ou interrompe, e depois passa a se preocupar novamente com a forma como se comportou.
O comportamento não define a pessoa
A interrupção frequente, portanto, não deve ser usada sozinha para identificar um transtorno ou concluir que alguém é mal-educado.
O comportamento pode ter várias explicações e precisa ser observado dentro do contexto. Além da ansiedade, dificuldades de controle do impulso, atenção e memória de trabalho também podem interferir na hora de esperar a vez de falar.
Para quem percebe esse hábito em si mesmo, uma estratégia simples é fazer uma pequena pausa antes de responder e tentar acompanhar até o fim a fala do outro.
Anotar mentalmente uma palavra-chave também pode ajudar quando existe medo de esquecer o que seria dito. Mais importante, porém, é observar a frequência do comportamento e seus efeitos nas relações, sem transformar uma característica isolada em diagnóstico.
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