Dermatologistas explicam: quanto mais cedo você começa a usar protetor solar, mais a pele demora a envelhecer
Há um hábito cotidiano capaz de influenciar como marcas, manchas e linhas aparecem com o passar dos anos, e o efeito é cumulativo

Há escolhas feitas diante do espelho que só mostram seus efeitos muitos anos depois. Enquanto cremes, séruns e tratamentos costumam ganhar espaço quando as primeiras linhas aparecem, dermatologistas apontam que uma das medidas mais eficientes para preservar a aparência da pele deveria entrar na rotina muito antes disso.
O motivo está na exposição acumulada à radiação ultravioleta.
Ao longo dos anos, os raios solares contribuem para alterações que favorecem manchas, rugas, perda de elasticidade e outras características do chamado fotoenvelhecimento.
Assim, começar a se proteger cedo significa reduzir sucessivas doses de dano solar antes que elas se acumulem.
Um ensaio clínico randomizado acompanhou adultos por cerca de quatro anos e meio e comparou pessoas orientadas a usar protetor solar diariamente com aquelas que o utilizavam de forma eventual.
No fim do período, o grupo de uso diário apresentou 24% menos progressão do envelhecimento cutâneo medido pelos pesquisadores.
Isso não significa que o protetor consiga interromper o envelhecimento natural. Idade, genética, hábitos e outros fatores continuam interferindo na pele.
A diferença é que a proteção constante ajuda a diminuir uma das parcelas evitáveis do processo, aquela provocada pela exposição solar.
Qual protetor usar?
A proteção deve fazer parte da rotina nas áreas expostas e não apenas em idas à praia ou piscina.
Quando há exposição prolongada ao ar livre, a reaplicação também é importante, especialmente após suor intenso ou contato com água.
Roupas, chapéus, óculos e busca por sombra complementam a proteção.
Em outras palavras, os resultados mais visíveis podem estar décadas à frente.
Quanto antes a fotoproteção vira hábito, menor tende a ser o espaço dado ao sol para acelerar sinais que apareceriam mais tarde.
Em caso de manchas, lesões ou alterações na pele, a recomendação é procurar um dermatologista para avaliação individual.
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