Aparecida de Goiânia passa a oferecer novo tipo de insulina pelo SUS
Município recebeu 1,2 mil unidades e iniciou repasse voltado a crianças, adolescentes e idosos definidos como prioritários

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia começou a distribuição de insulina glargina, versão sintética e de ação prolongada do hormônio, feito por biotecnologia. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foi desenvolvido um fluxo de compartilhamento para garantir a chegada do medicamento aos pacientes que mais precisam.
A estratégia de direcionamento começa com o Centro de Especialidades Municipal (CEM), e irá abarcar outras 42 Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a necessidade manifestada por cada um dos pacientes atendidos.
Modelo de ação prolongada
A iniciativa municipal acompanha o novo planejamento do Ministério da Saúde (MS), que iniciou, em junho, a transição gradual da insulina NPH, de ação intermediária, para a glargina, de ação prolongada, no SUS.
Esse modelo mais novo permite , na maioria dos casos, uma aplicação diária e pode favorecer maior estabilidade da glicemia, menor risco de hipoglicemia e melhor adesão ao tratamento.
A oferta é implementada gradativamente para permitir um oferecimento planejado e assegurar a continuidade do tratamento. A estratégia também prevê o fortalecimento da produção nacional do tipo glargina, contribuindo para a segurança do abastecimento.
Quem é impactado pela distribuição
De acordo com levantamentos da SMS, há em Aparecida entre 30 mil e 35 mil adultos diabéticos. Porém, o público-alvo da distribuição da insulina glargina é outro: definido pelo MS, pessoas de 02 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pacientes com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 e 2.
Dentro desse escopo, foram identificados de 250 a 300 pacientes que recebem tratamento no CEM, e o mapeamento para demais unidades está em andamento. Um total de 1.200 unidades do medicamento foram recebidas pelo município, e a distribuição começou na última semana.
Para que todos os pacientes sejam atendidos de forma equânime, o repasse realizado leva em conta tanto a quantidade disponível para a cidade quanto a demanda de cada unidade de atendimento. Essa estratégia evita que as UBSs tenham que lidar com excesso ou falta do suprimento.
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