Goiás terá pontos de coleta de DNA em 23 municípios para ajudar a identificar familiares desaparecidos
Material fornecido é comparado com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas que estejam sem identificação

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fazer gratuitamente a coleta de material genético em 23 cidades de Goiás.
A mobilização começou nesta segunda-feira (24) e será realizada até sexta-feira (28), com 342 postos distribuídos pelo país. Em Goiás, a campanha conta com apoio do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).
O objetivo é ampliar as chances de identificação de pessoas desaparecidas e ajudar famílias que ainda não têm respostas sobre o paradeiro de parentes.
A coleta é voluntária, gratuita e pode continuar sendo realizada durante todo o ano nas unidades da Polícia Técnico-Científica.
Como funciona
O procedimento é rápido e indolor. A coleta é feita com um suabe, espécie de cotonete, passado na parte interna da bochecha para retirar células da mucosa oral.
O material é encaminhado para um laboratório de genética forense, onde passa pelo processamento necessário para obtenção do perfil genético. Depois, o perfil é inserido nos bancos locais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos.
A partir daí, os dados podem ser comparados continuamente com perfis genéticos de pessoas vivas ou mortas que ainda não tiveram a identidade confirmada.
Quem pode participar
A recomendação é que a coleta seja feita preferencialmente por familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida.
A ordem de preferência é:
- pai ou mãe biológicos;
- filhos biológicos;
- irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Se possível, é recomendado que pelo menos dois familiares realizem o procedimento. Dependendo da disponibilidade dos parentes e das características de cada caso, outras combinações podem ser avaliadas pelos responsáveis pelo atendimento.
Crianças também podem participar, desde que acompanhadas pelo responsável legal.
O que levar
Para fazer a coleta, é necessário apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência referente ao desaparecimento, como número, Estado onde foi registrado e delegacia responsável.
Quem já fez a coleta de material genético em um ponto oficial de perícia, em regra, não precisa repetir o procedimento.
Também não existe prazo limite. O familiar pode fornecer o material mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há muitos anos. Caso ainda não exista um Boletim de Ocorrência, a orientação é procurar uma delegacia para registrar o desaparecimento.
O que acontece depois
Após a coleta, o material passa por análise e o perfil genético é cadastrado nos bancos oficiais.
A partir disso, ocorre o cruzamento com perfis de pessoas cuja identidade ainda não foi confirmada. Caso seja encontrada uma correspondência e a identificação seja confirmada, os peritos elaboram um laudo e comunicam os órgãos responsáveis pelo caso. A família é informada posteriormente.
O material genético tem finalidade específica para a busca e identificação de pessoas desaparecidas. O DNA coletado não deve ser utilizado para outra finalidade.
Onde realizar a coleta em Goiás
Os 23 municípios são: Águas Lindas, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Campos Belos, Catalão, Ceres, Formosa, Goianésia, Goiás, Goiânia, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Mineiros, Morrinhos, Porangatu, Posse, Quirinópolis, Rio Verde, São Luís de Montes Belos e Uruaçu.
Para mais informações e agendar sua coleta clique aqui.
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