Sem provas, vereadora acusa Parada LGBTQIA+ de Anápolis de expor crianças a “atos libidinosos”
Capitã Elizete publicou nota de repúdio nas redes sociais e chegou a classificar supostos episódios como “abuso”, “violência” e “crime”

A vereadora Capitã Elizete (PRD) publicou uma nota de repúdio nas redes sociais acusando a Parada LGBTQIA+ de Anápolis de ter exposto crianças a supostos “atos libidinosos”.
Na manifestação, porém, a parlamentar não apresentou imagens, vídeos ou outros elementos que comprovem as acusações.
A publicação foi feita nesta segunda-feira (24), um dia após o evento, realizado na Praça Dom Emanuel, no Jundiaí, e que também percorreu ruas do bairro.
No texto, Elizete, que é esposa do deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade), afirma repudiar “atos libidinosos praticados em via pública durante a Parada LGBTQIA+” e diz ser “inaceitável que crianças tenham sido expostas” a esse tipo de situação.
A vereadora não detalha quais teriam sido os atos, quem os teria praticado ou em que momento da programação eles supostamente ocorreram.
“Isso não é expressão artística. Não é cultura. Não é representatividade. Isso é abuso. É violência. É crime”, escreveu.
Elizete também afirmou que a liberdade de expressão não poderia ser utilizada como justificativa para a prática de crimes e defendeu que eventuais episódios sejam investigados e punidos.
A Parada LGBTQIA+ de Anápolis ocorreu no domingo (23), com concentração na Praça Dom Emanuel. Organizado pelo Grupo de Diversidade de Anápolis (GDA), o evento contou com apresentações musicais e seguiu pelas ruas do Jundiaí.
Na divulgação oficial da programação, o ato foi apresentado como uma mobilização pela diversidade, representatividade e direitos da população LGBTQIA+.
Leia a nota na íntegra:

(Foto: Captura de tela/Redes Sociais)
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






