Os nomes da década de 70 que viraram tendência nos últimos anos e o significado por trás de cada um, segundo tabeliães

Das antigas listas de chamada às certidões mais recentes, algumas coincidências ajudam a mostrar como o gosto muda com o tempo

Cristiano Roonowa Cristiano Roonowa -
Certidão de nascimento online pela internet, nomes
(Foto: Divulgação)

Por muito tempo, bastava ouvir certos nomes para imaginar imediatamente uma pessoa nascida algumas décadas atrás. Só que essa associação começa a perder força à medida que escolhas consideradas “de outra geração” voltam ao radar das famílias.

O movimento acompanha algo já observado nos cartórios: nomes entram e saem de moda em ciclos. De acordo com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), fatores culturais, sociais e até midiáticos ajudam a explicar as mudanças nas preferências das famílias brasileiras.

E os anos 1970 deixaram uma coleção de nomes que, depois de um período de menor destaque, passaram a despertar interesse novamente.

Clássicos femininos retornam

Alguns dos exemplos mais associados à década são Simone, Renata, Daniela, Luciana, Paula e Marisa. Levantamentos sobre nomes vintage apontam essas escolhas entre aquelas que vêm sendo novamente consideradas por famílias interessadas em sonoridades tradicionais.

Além da aparência retrô, cada um guarda um significado:

  • Simone deriva de Simão, de origem hebraica, e costuma receber o sentido de “aquela que ouve”.
  • Renata vem do latim renatus e significa “renascida”.
  • Daniela versão feminina de Daniel, de origem hebraica, com o significado de “Deus é meu juiz”.
  • Luciana ligada ao latim e tradicionalmente associada à ideia de luz ou luminosidade.
  • Paula vem do latim Paulus e significa “pequena” ou “de baixa estatura”.
  • Marisa nome cuja formação possui diferentes interpretações, sendo frequentemente relacionada à combinação de nomes tradicionais como Maria.

Década marcou certidões

Outros nomes tiveram presença muito forte entre os brasileiros nascidos naquela época. Listas baseadas na distribuição histórica de nomes no país destacam opções como Adriana, Alexandre, Cláudia, Cristina e Edilson entre aquelas cujo auge ocorreu nos anos 1970.

A televisão também teve peso nesse fenômeno. Em 1972, por exemplo, Simone registrou forte crescimento durante a exibição de Selva de Pedra. Já André ganhou impulso no fim da década, período da novela Pai Herói.

Moda muda com o tempo

O retorno de nomes conhecidos não significa que as escolhas atuais sejam iguais às de 50 anos atrás.

Hoje, os registros brasileiros mostram preferência forte por nomes curtos e de pronúncia simples. Em 2025, Helena, Ravi, Miguel, Maitê e Cecília ocuparam as primeiras posições do ranking nacional da Arpen-Brasil.

Ao mesmo tempo, o interesse pelas opções vintage mostra como uma escolha considerada antiga pode voltar a parecer original depois de algumas gerações.

É por isso que nomes que antes remetiam imediatamente aos anos 1970 começam a encontrar espaço entre famílias que procuram algo familiar, mas distante das escolhas mais repetidas das últimas décadas.

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Cristiano Roonowa

Cristiano Roonowa

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). É estagiário no Portal 6 desde agosto de 2026.

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