As plantas que nunca devem ser colocadas dentro de casa, segundo jardineiros

Algumas espécies muito usadas na decoração escondem substâncias capazes de provocar irritação e intoxicação quando folhas ou caules são ingeridos

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Plantas em vasos posicionadas em local alto dentro de casa
(Imagem: Redes Sociais)

Escolher plantas que não devem ficar dentro de casa exige atenção principalmente em residências com crianças pequenas, cães ou gatos. Algumas espécies muito populares na decoração possuem substâncias tóxicas que podem provocar problemas quando folhas, caules ou outras partes são mordidos ou ingeridos.

O alerta foi reforçado pelo especialista em jardinagem Jaime Gumiel, que reuniu seis plantas que exigem cuidado especial. Isso não significa que todas provoquem intoxicações graves apenas por estarem no ambiente, mas que não devem permanecer ao alcance de crianças ou animais.

6 plantas que exigem atenção dentro de casa

  • Bico-de-papagaio: também conhecido como poinsétia, possui uma seiva que pode irritar pele e mucosas. Se ingerida, pode causar desconforto gastrointestinal. Apesar da fama, os casos graves são incomuns.
  • Comigo-ninguém-pode: contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. Ao ser mastigada, pode causar ardência intensa, inchaço da boca, salivação, vômitos e dificuldade para engolir.
  • Jiboia: uma das plantas mais comuns dentro de apartamentos, também possui oxalatos de cálcio. Em cães e gatos, a ingestão pode provocar irritação na boca, salivação e vômitos.
  • Costela-de-adão: apesar do sucesso na decoração, a Monstera deliciosa é classificada como tóxica para cães e gatos. A mastigação pode causar queimação na boca, salivação excessiva e dificuldade para engolir.
  • Espirradeira: merece atenção ainda maior. Todas as partes da planta possuem compostos capazes de afetar o funcionamento do coração quando ingeridos. Por isso, é uma das espécies mais preocupantes da lista.
  • Hortênsia: contém compostos potencialmente tóxicos e pode provocar sintomas após ingestão. Casos graves são pouco frequentes, mas a recomendação continua sendo impedir o acesso de crianças e animais.

    Melhor saída é dificultar o acesso

A presença de uma dessas espécies não significa necessariamente que seja preciso descartá-la. Entretanto, quem possui animais que mordem folhas ou crianças pequenas deve evitar vasos no chão, sobre móveis baixos ou em locais facilmente acessíveis.

A atenção é especialmente importante com jiboia, comigo-ninguém-pode e costela-de-adão, que aparecem em listas veterinárias de plantas tóxicas para cães e gatos.

Antes de levar uma nova espécie para casa, portanto, vale identificar corretamente a planta e verificar sua toxicidade. Em ambientes com pets ou crianças pequenas, espécies reconhecidamente seguras são alternativas mais adequadas.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6, é curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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