A psicologia afirma que quem só consegue dormir ouvindo música, podcast ou algum som costuma ter quatro comportamentos em comum

Para algumas pessoas, desligar a luz não basta para que a mente também desacelere — e a explicação pode estar nos hábitos criados antes de dormir

Gabriel Dias Gabriel Dias -
mulher dormindo com fone de ouvido
(Imagem: Ilustração/Inteligência artificial/ChatGPT)

Deitar, apagar as luzes e permanecer em completo silêncio é suficiente para muita gente pegar no sono. Para outras pessoas, porém, falta alguma coisa: uma música, um podcast, o barulho da televisão ou até um ruído constante ao fundo.

Embora não exista uma regra psicológica que determine que todas as pessoas que dormem ouvindo sons possuem a mesma personalidade, estudos sobre sono ajudam a identificar alguns comportamentos recorrentes por trás desse hábito.

Quatro comportamentos comuns

1. Tentam ocupar a mente antes de dormir

O silêncio pode abrir espaço para preocupações, planejamento do dia seguinte e pensamentos repetitivos. Pesquisas relacionam a ruminação e a preocupação persistente a maiores dificuldades para adormecer. Nesse cenário, um áudio pode funcionar como um foco externo para desviar a atenção.

2. Transformam o som em um ritual

Quando alguém repete todas as noites a sequência de deitar, colocar determinado áudio e dormir, o cérebro pode começar a relacionar aquele estímulo ao momento de descanso.

A psicologia do sono estuda justamente como associações entre ambiente, hábitos e horário podem influenciar o adormecimento.

3. Usam estímulos para relaxar

Música e outros sons também podem ser usados deliberadamente para reduzir a agitação antes de dormir. Estudos encontraram melhora subjetiva do sono em alguns grupos que utilizaram música como parte da rotina noturna.

4. Preferem controlar os barulhos ao redor

Outro comportamento comum é substituir ruídos imprevisíveis — carros, vizinhos ou sons da casa — por um áudio constante e conhecido. Revisões científicas apontam o mascaramento de ruídos ambientais como um dos mecanismos pelos quais sons podem favorecer o sono.

Quando observar o hábito

Precisar de música ou podcast para dormir, por si só, não significa que exista um problema psicológico.

No entanto, quando a pessoa não consegue adormecer sem o estímulo, permanece acordada por longos períodos ou apresenta cansaço frequente durante o dia, vale observar a qualidade do sono.

A terapia cognitivo-comportamental para insônia, por exemplo, trabalha justamente a relação entre hábitos, estímulos do quarto e dificuldade para dormir.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Jornalismo Cultural.

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