Jovem que atropelou e matou cozinheira no Jardim América vai a júri popular, em Goiânia
Ithalo Vilela de Santana é acusado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) de homicídio e tentativa de homicídio, com dolo eventual

Ithalo Vilela de Santana, de 27 anos, acusado de atropelar e matar a cozinheira Rosângela Ribeiro da Silva, de 51, vai a júri popular nesta quinta-feira (27), em Goiânia.
Ele é acusado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) pelo homicídio de Rosângela, ocorrido em meio a uma colisão entre carro e moto no dia 11 de novembro de 2024, no setor Jardim América.
Conforme noticiado pelo Portal 6 à época do acidente, Ithalo tinha acabado de sair de uma balada, supostamente embriagado.
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Ele dirigia um carro pelo setor quando colidiu com força contra a moto onde estava Rosângela. A mulher não resistiu as ferimentos e morreu pouco depois.
A moto era pilotada por Paulo César Soares Ferreira, que fazia uma corrida por aplicativo. Ele também sofreu ferimentos graves, mas resistiu.
A acusação também envolve a tentativa de homicídio contra Paulo César. Ambas as acusações foram enquadradas com dolo eventual, quando assumisse o risco de matar.
Tribunal do Júri
O julgamento vai começará a partir das 08 horas, na 3ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal Desembargador André Rabelo Gesser. O MPGO será representado pelo promotor de Justiça Luís Guilherme Martinhão Gimenes, responsável também pela denúncia do caso.
Segundo a denúncia, a colisão ocorreu no cruzamento da Rua C-148 com a Avenida T-9. Rosângela seguia para o trabalho durante a madrugada, após tem pedido a viagem por um aplicativo de transporte.
A colisão foi traseira, ou seja, tanto a moto quando o carro seguiam na mesmo direção. A dinâmica do acidente foi filmada por câmeras de segurança da região, que mostram a violência do impacto.
Com a força da batida, o carro perdeu uma das rodas dianteiras e continuou percorrendo vários metros após a colisão. A motocicleta também foi arremessada e percorreu cerca de 45 metros.
Após a colisão, o motorista abandonou o automóvel e não prestou assistência às vítimas. Dentro do veículo, foram encontrados engradados de bebidas alcoólicas e energéticos, segundo as informações divulgadas na época.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e, posteriormente, Ithalo foi denunciado pelo Ministério Público. Para o MP, o jovem assumiu o risco de provocar o resultado ao dirigir sob suposto efeito de álcool.
A reportagem tentou contato com a defesa de Ithalo Vilela por telefonema, mas não recebeu retorno. O espaço para posicionamento permanece em aberto.
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